Negócio com Manuel Fino já custa 105 milhões à Caixa criar PDF versão para impressão
06-Mar-2009

Faria de Oliveira e Teixeira dos Santos: em menos de uma semana, o negócio com Manuel Fino passou de "positivo" a "mal menor"O presidente da Caixa Geral de Depósitos disse aos deputados que a renegociação da dívida de Manuel Fino foi um "mal menor", apesar do empresário não ter aceite vender as acções da Cimpor abaixo dos 4,75 euros, o que representa uma perda de 105 milhões para o banco público, a preços actuais. A comissão parlamentar de finanças quis ainda saber o valor total das imparidades com os empréstimos da Caixa para os especuladores apostarem na bolsa. Veja aqui o vídeo "Quem é Fino vai à Caixa".

 

Francisco Louçã disse que o empresário ainda deve 200 milhões à Caixa, quantia que Faria de Oliveira não quis comentar ou desmentir. O que o presidente da Caixa confirmou é que existe hoje "uma dúzia de empresas do PSI-20" que têm acções próprias dadas aos bancos como garantia, embora a queda bolsista tenha contribuído para travar essa prática. Faria de Oliveira tomou posse no início de 2008 e diz que na actual administração "não foi realizada nenhuma operação com este tipo de garantias".

O deputado bloquista não esqueceu as palavras do ministro das Finanças no último debate parlamentar sobre o assunto, em que Teixiera dos Santos justificou o negócio para que a Caixa evitasse perder 80 milhões. "Sabe-se agora que foi Manuel Fino que ditou o preço das acções que vendeu, e que graças ao negócio que o ministro defendeu, a Caixa afinal já está a perder 105 milhões".

Justificando o silêncio sobre muitas matérias com o sigilo bancário, o presidente da Caixa recusou-se a falar sobre o valor das imparidades nos empréstimos para os especuladores apostarem na bolsa. Mas afirmou que não vê Manuel Fino "como um especulador", mas sim como "um empresário respeitável e sempre cumpridor com a CGD".

Na Comissão de Inquérito ficou claro que o empresário que pediu 500 milhões de euros à Caixa para comprar acções do BCP na altura da luta pelo controlo do banco privado se recusou a vender as acções da Cimpor por um valor abaixo dos 4,75 euros, que já na altura significava ganhar 25% do valor de cada acção à cotação desse dia.
 

QUEM É FINO VAI À CAIXA
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