Negociações no G8 criar PDF versão para impressão
30-Nov-1999
NOVO PACTO ENERGÉTICO
2367Enquanto Norte Americanos e Britânicos ocupam o Iraque para controlar o petróleo desse pais, a questão da segurança energética mundial dominará a cimeira do G8 em São Petersburgo. Segundo os estrategas russos, a paz não é possível sem que os recursos energéticos das grandes potencias estejam acautelados.


A Rússia é o primeiro exportador de energia do mundo, políticos e investigadores têm investigado o papel crescente da escassez de recursos energéticos no planeta e as suas consequências politicas. Um relatório secreto redigido pelos franceses da Total e a Academia de Ciências da Rússia aponta a necessidade da formação de um bloco estratégico entre a Rússia e a União Europeia (UE).  O relatório nomeado “A Rússia e a Europa: aliança económica ou conflito energético” ,assinado por Victor Ivanter, director do Instituto de Previsão Económica da Academia de Ciências da Rússia e pelo vice-presidente da Total, Menno Grouvel, começa por fazer notar que as escolhas feitas no presente vão condicionar a possibilidade de nos próximos 25 anos termos um acesso a preços não proibitivos à energia.
Nos dias de hoje, a Rússia recebe verbas consideráveis pela exportação de produtos energéticos. No entanto, é preciso garantir uma politica comum de transporte e exploração, para que os russos não sejam obrigados a diminuir as exportações e a parar os custosos investimentos na exploração de novas jazidas e nos transporte dos combustíveis.
Nos últimos tempos, a empresa estatal russa Gazprom optou por uma táctica e negociação conflitual, ameaçando a União Europeia com dirigir os seus recursos para o oriente e não para a Europa; por sua vez a UE tem repetidamente sublinhado a necessidade de diminuir a sua dependência energética em relação à Rússia. No quadro deste conflito, várias tentativas têm sido feitas para impedir o acesso dos russos às redes de distribuição europeia e impedir a empresas europeias a exploração dos recursos russos. Assiste-se, segundo o relatório, a uma coligação de interesses entre os burocratas de Bruxelas e o monopólio energético russo: os primeiros, querem convencer a sua opinião pública do perigo que acarretaria para a Europa a crescente importância energética da Rússia; os segundos, pretendem manter o seu monopólio na exploração destes recursos.
Segundo, a delegada do grupo Total na Rússia, Inessa Varchavskaia, este conflito é custoso para ambas as partes e deveria ser seguida uma outra politica: a colaboração entre a União Europeia e a Rússia.
Esta aliança garantiria uma estabilidade económica e politica. Segundo o estudo, há espaço para esta aliança energética: “a Europa precisa, para o seu desenvolvimento, da energia russa; e os russos precisam dos capitais e tecnologias ocidentais para desenvolverem as tecnologias necessárias para a exploração e transporte de combustíveis”.

 
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