Prémio à corrupção criar PDF versão para impressão
02-Abr-2009
João Semedo

O empresário Domingos Névoa foi condenado há um mês por tentativa de corrupção do vereador Sá Fernandes da Câmara de Lisboa.

Habituado a corromper este e aquele, para bem dos seus negócios e fortuna pessoal, Domingos Névoa desta vez foi bater à porta errada e acabou denunciado e condenado.

O caso de Domingos Névoa não é único. Infelizmente em Portugal há corrupção a mais em muitas obras, aquisições e concursos públicos. A compra e troca de favores banalizou-se.

O poder político resignou-se e não previne, nem combate a compra ou a troca de favores ilegítimos. A corrupção está bem instalada na vida, misturam-se negócios e política na vida de alguns figurões, corroendo a democracia e a moral social.

Mas o que se passou agora em Braga ultrapassa todos os limites.

Seis municípios minhotos, entre os quais a Câmara de Braga, escolheram para presidente do CA de uma empresa intermunicipal precisamente Domingos Névoa, condenado há um mês por corrupção.

Esta escolha é uma ofensa à justiça e um prémio oferecido à corrupção na pessoa de Domingos Névoa cujo nome e imagem se procura reabilitar com esta escolha.

Mas como favor com favor se paga, logo trataram de nomear para director geral o genro do socialista Mesquita Machado, o mesmo que há mais de vinte anos domina a Câmara de Braga e cujo enriquecimento também está a ser investigado.

São tudo bons amigos e estão todos bem uns para os outros.

Percebe-se agora melhor porque é que o PS nada fez no governo nem no Parlamento contra a corrupção.

Para o PS a corrupção não é para combater, mas sim para premiar. Domingos Névoa e todos os que vivem da corrupção não deixarão de agradecer e retribuir.

João Semedo

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