Os Conselhos de Empresa Europeus criar PDF versão para impressão
27-Abr-2009

Daniel BernardinoOs representantes dos trabalhadores que fazem parte dos Conselhos de Empresa Europeus de empresas multinacionais têm acesso a informações sobre as empresas que representam com algum relevo de significância, sendo importante para os trabalhos que desenvolvem no país a que pertencem.

No nosso país este assunto não tem por parte das estruturas sindicais a devida atenção para se realizar um trabalho conjunto, no acompanhamento e resolução dos problemas dos trabalhadores, o que permite existirem diferenças de direitos, regalias e salários entre trabalhadores das mesmas empresas que constituem um grupo multinacional com dentro do mesmo país.

Chamo particular atenção para este assunto. Porque, se verificarmos uma empresa que se instale no norte de Portugal e outra no sul, pertencentes ao mesmo grupo multinacional, as diferenças são enormes e bastante penalizadoras para os trabalhadores, chegando mesmo a existirem diferenças salariais de cerca de 40% de liquidez nos salários. Não obstante este assunto merecer uma aprofundada análise, assistimos a uma vulnerabilidade, dos trabalhadores, para que processos de reestruturações penalizem mais os trabalhadores quando se efectuam encerramentos de empresas, com indemnizações ridículas que não fazem face às despesas dos trabalhadores conjuntamente com subsídios de desemprego bastante baixos e assim os empurram mais rapidamente para a pobreza.

Mas o que fazer para combater estas desigualdades? O facto de termos um país a duas velocidades e de culturas completamente diferentes é um enorme obstáculo à organização dos trabalhadores. Mas para que estas desigualdades se alterem é necessária mais organização e mais acção por parte dos trabalhadores. As centrais sindicais portuguesas deviam promover mais esta organização dos trabalhadores, organizar encontros e debater os problemas com que estes trabalhadores se debatem nos Conselhos de Empresa Europeus, até pelo facto de estas organizações serem internacionais podem sempre ser um contributo para ideias mais globais.

Daniel Bernardino

Membro do secretariado do Conselho de Empresa Europeu da Faurecia, Parque Industrial Autoeuropa

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