Frases que marcaram criar PDF versão para impressão
10-Jul-2009
Dias Loureiro na comissão de inquéritoDe tudo o que foi dito na comissão de inquérito ao caso BPN, aqui fica uma curta selecção de frases que marcaram os trabalhos.


"Num sistema de organização capitalista de mercado de livre iniciativa, há fraudes, há corrupção, há tudo isso, em todos os países e em todos os sectores, e não há regulação e supervisores que descubram todas essas fraudes quando elas estão a ser cometidas."

Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, na Reunião da Comissão de Orçamento e Finanças, 11 Nov. 2008

"Não há garantias absolutas em nenhum país e em nenhum sistema, nessa matéria, a menos que queiram, de facto, que se constitua uma espécie de polícia de supervisão com milhares de pessoas que se instalem ao pé de cada administração e de cada direcção de serviço dos bancos, e de outras actividades, já agora, e que controlem tudo. Não é esse o sistema em que vivemos, de facto, e, portanto, não tenham ilusões de que haverá fraudes e corrupção nestas actividades, em todos os países e também em Portugal."

Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, na Reunião da Comissão de Orçamento e Finanças, 11 Nov. 2008

"Mas também lhe quero dizer, para começar a minha resposta, olhos nos olhos, que nada me pesa na consciência, em termos de ter cometido qualquer acto deliberado ou por omissão, que tenha contribuído para esta situação em que se viveu no BPN, com o desfecho que é conhecido."

Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, na Reunião da Comissão de Orçamento e Finanças, 11 Nov. 2008

"Então, mas por que é que o Ministério Público não mandou mais ofícios ao Banco de Portugal ou por que é que o Banco de Portugal não averiguou mais? Não sei. Termino dizendo isto: não sei!"

Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República

"Era impensável, para mim, que conheci já há muitos anos o Dr. Oliveira e Costa e conhecendo o percurso todo que ele teve, que houvesse um esquema com todos estes contornos no BPN."

Clara Machado, Directora-Adjunta do Departamento de Supervisão Bancária do Banco de Portugal

O Sr. João Semedo (BE): - Sr. Dr., se me permite a linguagem, [a relação com El Assir] terá sido uma coisa do género: «Eu trato-vos da venda da Redal à Vivendi e vocês tratam-me da compra das empresas de Porto Rico». É isto, ou não?

O Sr. Dr. Dias Loureiro: - Em relação a mim acho isso insultuoso!"

O Sr. Dr. Oliveira e Costa: - Ontem à noite o Dr. Dias Loureiro telefonou-me a dizer que o El-Assir tinha assumido uma posição radical: ou a compra da Biometrics ia para a frente ou desligava-se do apoio que estava a dar ao Grupo para vender a Redal. Quando regressasse a Madrid a primeira coisa que faria era avisar os seus amigos da Vivendi e de Marrocos que se tinha desligado do negócio.

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