A precisão da alternativa em Lisboa criar PDF versão para impressão
16-Jul-2009

Natasha NunesMuito se tem reflectido sobre as dimensões e as abrangências da crise. A propósito não apenas da sua vertente económica, bem como do seu âmbito social. Importa acumular ainda que estamos perante uma crise de governabilidade. O fracasso da governação dos partidos do rotativismo neoliberal é sinónimo do estado de retrocesso do país. Enquanto as antigas elites, com todas as suas concepções desusadas e todo o seu consenso podre governarem, o país não sairá do pântano vigente. Nem o país, nem as autarquias.

Notemos o caso de Lisboa. Santana Lopes, por sua vez, governou como Santana Lopes governa, com desalinho e espalhafato, enunciou que Lisboa era linda de se ver mas, no palpável, não avançou com uma ideia concreta que contribuísse para a revitalização da cidade. António Costa, por sua vez, governou a cidade como José Sócrates governou o país, sendo arauto da falcatrua e da arrogância. Costa sustentou as intrujices que ocorreram nas concessões do espaço ribeirinho, amparando as construtoras e lesando os lisboetas apartando-os do seu Tejo. Nos últimos anos, em Lisboa, o status quo do negocismo e da especulação imobiliária foram nota dominante. As lideranças do PSD e do PS compactuaram com esse estado da arte. Não fizeram nada em prol de uma efectiva mudança. É por isso que nem um nem outro representam uma solução crível para a cidade.

Lisboa precisa de uma alternativa, de novas proposições e novas políticas, assentes nos princípios da democracia económica e social, capazes de imprimir o cariz de transformação e progresso que a cidade exige para, de uma vez por todas, começar a andar para a frente. É essa a razão da candidatura de Luís Fazenda. É essa a responsabilidade da esquerda, avançada e popular, que o Bloco de Esquerda preconiza. E é consciente dessa responsabilidade que o Bloco se apresentará aos lisboetas, sabendo que a qualidade da sua proposta será a força da sua candidatura.

Natasha Nunes

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