Juntar forças pelo Porto criar PDF versão para impressão
17-Jul-2009

João Teixeira LopesJuntar forças: abrir caminhos com a diferença da diversidade que, longe de nos prejudicar, aumenta-nos. Congregar activismos de índole diversa, experiências de vida e de combate pela cidade e pela cidadania. Gerar discussão, crítica e polémica. Encontrar plataformas de entendimento, compromissos de trabalho e avançar.

Juntar forças: para além do sectarismo ou de qualquer outro fechamento, pugnando pela qualidade da democracia local, a transparência, a prestação de contas, o fim das negociatas ou da política de biombos, em que a face visível dos assuntos nunca corresponde à dimensão oculta. Querer e desejar a democracia toda e só a democracia toda, sem concessões e sem mediocridade.

Juntar forças pelos mais desfavorecidos, pelas vítimas das várias crises, optar, saber de que lado se está, definir prioridades pelo social, não esquecer que é ao nível do local e da proximidade que acontecem as mais brutais opressões, as mais abusadoras violações dos Direitos Humanos, mas também a possibilidade de envolvimento e de emancipação.

Juntar forças: saber que, numa cidade, a reabilitação urbana, as políticas sociais de habitação, os usos do solo, os serviços públicos, a sustentabilidade e a mobilidade são um todo interdependente e em permanente tensão. Da tensão pode nascer a intervenção nova à escala certa e não necessariamente a entropia. Desenvolver as tensões e as contradições, desocultá-las, não ter medo da dinâmica.

Juntar forças: em vez do bonapartismo municipal e do culto da personalidade, a acção colectiva organizada, os movimentos, os espaços públicos.

Pelo Porto: cidade de cidades; ícone e existência; punho erguido no granito; lugar onde a liberdade se reencontra.

João Teixeira Lopes

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