Fazenda critica 'show off' de Santana e Costa com o Parque Mayer criar PDF versão para impressão
01-Out-2009
Capitolio, no Parque MayerO cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa afirmou hoje que o Parque Mayer tem sido "fértil" em "propaganda política" conduzida por António Costa e Pedro Santana Lopes. Luís Fazenda criticou o desperdício megalómano de Santana Lopes mas também os “espectáculos políticos” de António Costa, o candidato do PS.

"Hoje toda a gente pode dizer que [o projecto de renovação do Parque Mayer] foi dinheiro deitado à rua e que esse desperdício resultou de uma visão megalómana e de muito 'show off' do candidato Pedro Santana Lopes. Mas esse é um facto conhecido há muitos anos, não é de agora", referiu o candidato bloquista à autarquia de Lisboa.

O arquitecto norte-americano Frank Gehry cobrou 2,2 milhões de euros pelo projecto de renovação do Parque Mayer, com valores de cerca de 650 euros por hora de trabalho, num total de 2,9 milhões de euros de custos para a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), noticiou hoje o Correio da Manhã.

O plano de recuperação daquela zona da capital foi promovido pelo então edil lisboeta, Pedro Santana Lopes, e agora novamente candidato à CML pela coligação "Lisboa Com Sentido", que congrega PSD, CDS-PP, Partido Popular Monárquico e Movimento Partido da Terra.

Luís Fazenda espera que "espectáculos políticos" como o referente ao Parque Mayer "não tenham muito desenvolvimento" no futuro, porque tais situações "existiram com Santana Lopes mas também têm vindo a existir com António Costa".

O candidato falava à agência Lusa no rescaldo de um encontro com trabalhadores do sector da higiene e limpeza urbana da Câmara Municipal de Lisboa (CML), realizado nas oficinas da CML nos Olivais.

No encontro de hoje com os trabalhadores da autarquia, Luís Fazenda defendeu que unidades como as oficinas da câmara "devem ser maximizadas e melhoradas", referindo que "não deve haver" nenhum tipo de alterações do espaço.

"Há muitos apetites e eles chegam mesmo aos solos municipais. Como tal é preciso garantias claríssimas de que não haverá nenhuma desactivação das oficinas da CML a troco de qualquer operação que possa servir a interesses privados (...) cujo resultado final é irreparável para a Câmara Municipal", afirmou Luís Fazenda.

Visite o site da campanha autárquica de Lisboa do Bloco de Esquerda

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