Governo quer privatizar a TAP criar PDF versão para impressão
06-Out-2009
Governo quer privatizar a TAPAs conclusões do Comité de Reestruturação da empresa serão entregues nas próximas semanas ao Governo, que criou este grupo de trabalho para a “concretização de um plano de capitalização da companhia”, bem como para o “desenvolvimento das condições para a concretização do processo de privatização da companhia”. Francisco Louçã reagiu à noticia criticando a privatização do serviço áereo de transportes e questionando "que outros serviços públicos vão querer privatizar?"

O primeiro esboço do que promete ser o modelo de recapitalização da TAP será entregue ao Governo por Carlos Veiga Anjos nos próximos dias. Sem adiantar as medidas sugeridas à tutela, o presidente do Comité de Reestruturação Económico-Financeira da transportadora áerea portuguesa confirmou que "o primeiro ‘draft' será entregue nas próximas duas semanas".

Este grupo de trabalho foi criado pelo Governo na última assembleia-geral da TAP, com a missão de se focar na "concretização de um plano de capitalização da companhia, desenvolvendo acções para a captura de ‘cash-flow' no curto-prazo", bem como no desenvolvimento das condições para a concretização do processo de privatização da companhia". O objectivo do governo é equilibrar a saúde financeira da TAP que fechou o primeiro semestre do ano "com capitais próprios negativos de 247,2 milhões de euros", segundo o relatório da Parpública.

Também os resultados da TAP continuam no vermelho. Entre Janeiro e Julho a companhia apresentou prejuízos de 65 milhões de euros, montante que representa, ainda assim, uma melhoria de 59,3% face a igual período de 2008, mas que poderá ser insuficiente para cumprir a meta de lucros de oito milhões prevista por Fernando Pinto. Principalmente depois da greve dos pilotos que, ao valor de 2007, terá custado à empresa cerca de 10 milhões de euros. Para esta quarta-feira a administração da TAP tem marcada uma reunião com os pilotos.

A privatização da TAP está em cima da mesa há mais de duas décadas, mas tem sido constantemente adiado. A entrada de um parceiro estratégico ou financeiro faz parte do programa de privatizações deste ano do Governo mas os prejuízos e a crise financeira adiaram a intenção privatizadora de Sócrates.

Francisco Louçã, coordenador do Bloco, reagiu à intenção de privatização da TAP, afirmando que "já tinha dito durante a campanha eleitoral que o PS tinha um capítulo escondido que era o das privatizações". Louçã lembrou a intenção de privatizar também a ANA- aeroportos de Portugal e exigiu ao Governo que diga quais serão os outros serviços públicos que quer privatizar: "A água? A rede electrica nacional?"

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