Louçã: "Subsidio-dependentes foram os administradores do BPN" criar PDF versão para impressão
08-Out-2009
Jantar-comício em Frossos. Foto de Paulete MatosFrancisco Louçã disse esta quarta-feira que "subsidio-dependentes" foram os ex-governantes do PSD que passaram pela administração do BPN e levaram "17 milhões de euros sem passar recibo". Num jantar de campanha no distrito de Braga, o coordenador do Bloco de Esquerda respondeu assim ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que atacou os beneficiários do Rendimento Social de Inserção.


O jantar-comício foi em Frossos, freguesia de Braga onde o Bloco de Esquerda teve 16% dos votos. Francisco Louçã acusou Rui Rio de arrogância por ter dito que o governo está a criar um país de subsídio-dependentes, e lembrou que quase dois terços das famílias que recebem o Rendimento Social de Inserção são famílias que trabalham, "mas o salário é tão pequeno que continuam pobres mesmo trabalhando e mesmo com o seu salário".

E Louçã concretizou com um exemplo: "Há professores de música e inglês, que com um horário completo, tiram pouco mais de 660 euros por mês. E eu fiz as contas, 159 euros para a Segurança Social, 60 euros para o IRS, 10 euros para o seguro de trabalho e mesmo que consigam ter um almoço a três euros, essas pessoas levam para casa 280 euros no fim do mês".

Para o deputado bloquista, os subsídio-dependentes eram o que ele chamou de ‘Olimpo' do PSD que passou pelo BPN. "Subsídio-dependência é ir sacar o dinheiro de um cofre de um banco e levar 17 milhões de euros".

Louçã acusou ainda o PS de fazer "um muro de silêncio" em relação aos negócios da Bragaparques e, citando Manuel Alegre sem o nomear, disse que o Bloco enfrenta Mesquita Machado em Braga por "uma questão de decência".

As intervenções da noite foram abertas por Isabel Gonçalves, candidata à Assembleia de Freguesia de Frossos, que disse que depois de ter arrancado 16% dos votos, na freguesia, nas legislativas, o Bloco quer ter agora representação na assembleia de freguesia.

António Lima, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal de Braga, citou um cartaz do actual presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, do PS, que diz que "está sempre presente". "É verdade: sempre que Braga perdeu, Mesquita Machado esteve presente", acusou.

João Delgado, cabeça-de-lista à Câmara Municipal, destacou que o Bloco de Esquerda "é gente de todos os pontos do concelho, de todas as idades e de todas as origens políticas", e delineou os objectivos nestas eleições: duplicar os deputados municipais, eleger representação nas assembleias de freguesia e eleger um vereador.

{easycomments}

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2020 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.