"Esquerda de confiança é mais necessária que nunca" criar PDF versão para impressão
09-Out-2009
Jantar-comício no mercado da Ribeira. Foto de Paulete MatosNo jantar-comício em Lisboa, no mercado da Ribeira, onde encerrou a campanha autárquica do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã defendeu que não é por a direita estar derrotada em Lisboa que uma esquerda de confiança é menos necessária na capital. O coordenador do Bloco de Esquerda fixou os objectivos do Bloco nas autárquicas: eleger Luís Fazenda e João Teixeira Lopes para a vereação de Lisboa e do Porto e sair das autárquicas com um Bloco mais implantado nacionalmente e mais próximo das lutas sociais.Veja fotogaleria da arruada em Lisboa.


Em Lisboa, disse Francisco Louçã, só a eleição de Luís Fazenda poderá fazer a diferença: "Se Luís Fazenda não tiver esta força quem defenderá o espaço público, quem estará na Praça das Flores ou na Avenida da Liberdade? Quem é que imporá regras para uma revisão do Plano Director Municipal?", questionou.

"Quem olhará para o aeroporto da Portela para dizer num dia que ele já não lá esteja para utilização daqueles terrenos com um PDM de confiança que entregue à cidade o que é da cidade e recuse dar à especulação?", prosseguiu.

"Toda a diferença é esta, é rigor, confiança, é dedicação", advertiu, aproveitando para se referir ao Porto e criticar a "dança de cadeiras entre Bruxelas e o Porto e não uma candidatura dedicada à cidade" de Elisa Ferreira, candidata do PS.

Antes falara o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa, Luís Fazenda, para quem "António Costa não está em condições de reivindicar do governo de José Sócrates aquilo que Lisboa precisa", notando o silêncio do candidato do Partido Socialista diante da necessidade de respostas nacionais aos problemas da capital.

Mas, notou Fazenda, o ciclo de degradação de Lisboa precisa ser invertido, para trazer população a Lisboa, para rejuvenescer a cidade. Ora esse passo, segundo o candidato bloquista, só pode ser dado com um plano especial de reabilitação que tem de ser arrancado do governo. "Mas é aí que António Costa vacila".

Para Fazenda, outro exemplo da incapacidade do candidato do PS é dado pelo caso dos contentores de Alcântara. "António Costa diz que está a negociar medidas para minorar os efeitos do acordo com a Liscont, mas o contrato leonino prevê indemnizações à Liscont até se houver mau tempo". Para o candidato bloquista, não pode haver dúvidas: "o contrato de concessão à Liscont, feito por ajuste directo, tem de ser anulado."

O candidato do PS, notou Luís Fazenda, acusa agora o Bloco de acenar com o "papão da maioria absoluta": "Logo António Costa, que andou toda a campanha a agitar o papão da direita", ironizou. Para Fazenda, não é o Bloco que acena o papão da maioria absoluta, porque "tivemos quatro anos de governo de José Sócrates que nos mostrou quais são os malefícios da maioria absoluta." No caso de Lisboa, isso significaria, para Fazenda, uma multiplicação do caso dos contentores de Alcântara.

Fazenda mostrou-se confiante de que o Bloco vai estar na vereação da câmara de Lisboa "e discutirá medida a medida, sempre do lado dos cidadãos", prometendo "escancarar as arcas empoeiradas da Câmara Municipal de Lisboa."

A abrir o comício, falou o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, João Bau, que defendeu a com detalhe a proposta de reabilitação urbana do Bloco de Esquerda, e disse que "os partidos que assumiram a gestão da cidade nos últimos anos, não estão do lado da solução, mas do problema".

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