Bipolarização foi predominante nas eleições criar PDF versão para impressão
12-Out-2009
Noite eleitoral do Bloco. Foto de Paulete MatosFrancisco Louçã afirmou que a bipolarização e, em muitos casos, a manutenção dos presidentes de câmara foi predominante nas eleições autárquicas, reconhecendo a derrota do Bloco de Esquerda num dos seus objectivos - a eleição de um vereador no Porto e outro em Lisboa, que não obteve. Louçã destacou que outros objectivos foram atingidos, como o aumento da votação para as câmaras e assembleias municipais.

Sublinhando que as autárquicas são umas eleições muito diferentes, Louçã disse que o Bloco partiu para esta batalha com o início de uma corrente autárquica, reconhecendo que ainda há muito para avançar nesse terreno. Referindo-se a Lisboa, disse que o medo de uma possível vitória da direita, "que desmoronou como um castelo de cartas", ajudou a essa bipolarização.

Os eleitos do Bloco, disse, continuarão o combate pelo programa do Bloco de Esquerda. E apelou aos eleitores que optaram pelo voto útil a que se juntem à luta pela transparência e a democracia nas autarquias e no combate à crise e ao desemprego e os grandes problemas que o país enfrenta.

Quanto aos objectivos atingidos, Louçã assinalou que o Bloco "manteve a votação que lhe deu a maioria na câmara de Salvaterra de Magos, que é dirigida por uma equipa de independentes" e que "conseguiu uma votação expressiva e uma subida importante - que oscila entre mais 10 e 20% tanto nas eleições para as câmaras municipais, como para as assembleias municipais e juntas de freguesia".

Além disso, onde o Bloco partilhava responsabilidade no governo municipal, com a eleição de vereadores, "confirmou esta eleição ou reforçou-a, tendo eleito mais vereadores", continuou.

"Temos muito que aprender, muito caminho que fazer, muita implantação para conseguir, muito enraizamento para desenvolver e vemos estes resultados com toda a humildade, confirmando o enorme trabalho que o BE tem pela frente", concluiu.

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