Marcelo defende que PSD deve viabilizar programa de governo criar PDF versão para impressão
12-Out-2009
Marcelo Rebelo de SousaO ex-presidente do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta segunda-feira que o PSD deve viabilizar o Programa do Governo seja ele qual for, abstendo-se de apresentar moções de rejeição, e o Orçamento do Estado, seja ele qual for, para evitar uma crise governativa. Marcelo defendeu que "tem de se entrar numa descrispação": "O país não perceberia que não houvesse o bom senso de descrispar", disse.

“Eu estranharia muito que os partidos avançassem com uma moção de rejeição do Programa do Governo. Estranharia muito, mas pode acontecer”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, num discurso feito no final de um almoço organizado pela Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade Católica.

“Eu penso que é óbvio que não faz sentido nenhum rejeitar o Governo. Portanto, naquilo que estiver nas mãos dos partidos da oposição a atitude sensata – parece-me a mim – é, depois do voto dos portugueses num quadro de três eleições, não criar um contexto de crise governativa à cabeça”, acrescentou.

Segundo o ex-presidente do PSD, encerrado o ciclo eleitoral composto por europeias, legislativas e autárquicas, os partidos devem ter “o bom senso de descrispar” e quem desencadear novas eleições será “punido severamente”.

“As eleições passaram. As campanhas eleitorais ferem sempre muito as pessoas, porque se radicalizam posições, se chamam coisas, defendem coisas muito opostas. Passado esse período, tem de se entrar numa descrispação. O país não perceberia que não houvesse o bom senso de descrispar. As pessoas estão fartas de eleições . Não venham agora com mais eleições daqui a seis meses, que isso é a loucura total. E quem desencadear isso é punido severamente”, considerou.

Quanto à votação do Orçamento do Estado para 2010, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “no PSD não tem sido muito claro qual é o posicionamento, porque terá de ser debatido em Conselho Nacional e terá de se ver qual é a orientação que a direcção do partido irá adoptar”.

“A minha posição, do ponto de vista analítico e, já agora, como cidadão, é a de que não faz o mínimo sentido o Orçamento do Estado não ser viabilizado”, adiantou

“Não sei quem é que viabilizará, e como”, referiu o comentador político, antevendo que se o Orçamento do Estado for chumbado haveria “uma eleição antecipada, porque o PS, obviamente, não teria condições para governar”.

De acordo com Marcelo, se José Sócrates se demitisse nesse contexto a dissolução do Parlamento pelo Presidente da República seria “quase obrigatória” e “muito dificilmente” o PS não sairia reforçado dessas eleições legislativas antecipadas.

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