Irão: Atentado mata seis comandantes da Guarda Revolucionária criar PDF versão para impressão
18-Out-2009
Iranianos acusam forças da Duas explosões em simultâneo acabaram com o encontro entre líderes tribais e responsáveis da força de elite do regime iraniano. Pelo menos 20 pessoas morreram nos atentados, no dia em que foi anunciada a libertação do jornalista da Newsweek preso em Teerão desde os protestos de Junho.

 

Maziar Bahari, jornalista e cineasta de origem iraniana que vive no Canadá, foi enviado para cobrir as eleições presidenciais. Acabou naturalmente por cobrir a contestação aos resultados e as manifestações que se seguiram. Bahari viria a ser preso a 21 de Junho e acusado de conspiração e respondeu em tribunal em Agosto, junto com cerca de 100 detidos, mas a sentença nunca foi divulgada. A pressão internacional terá sido determinante para a sua libertação, a troco de uma fiança de 300 mil dólares, mas ainda não é certo se o jornalista poderá sair do país.

Mas a notícia do fim de semana no Irão é o atentado sangrento no sudeste do país, que vitimou altos responsáveis do corpo militar de elite. Uma delegação da Guarda Revolucionária preparava-se para reunir com líderes tribais acerca da segurança naquela área, quando foi surpreendida por duas explosões: uma no local do encontro e uma outra, despoletada por um bombista suicida, junto à caravana militar que para lá se dirigia.

Segundo a agência Associated Press, entre os mortos está o comandante adjunto das forças terrestres, o general Aoor Ali Shooshtari, bem como o comandante militar daquela região, Rajab Alo Mohammadzadeh. Ao todo terão sido mortos cinco altos responsáveis militares e pelo menos mais quinze pessoas, incluindo alguns dos líderes tribais desta região de Pishin, perto da fronteira com o Paquistão.

Apesar de ninguém ter ainda reivindicado o atentado, a Guarda Revolucionária já responsabilizou "a arrogância global, usando a provocação dos seus mercenários locais", numa referência a mão estrangeira na origem das explosões. A televisão estatal também referiu fontes que indicavam o envolvimento directo da Grã-Bretanha nestes atentados.

Para já, os principais suspeitos são os Soldados de Deus - Jundallah - que ao longo dos anos têm executado acções naquela província contra alvos xiitas e em particular a Guarda Revolucionária. Foram eles que em Maio reivindicaram o atentado na mesquita em Zahedan, a capital da provincia do Sistan e Baluchistão, que fez 25 mortos.

{easycomments}

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2019 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.