Força Aérea “disponível” para continuar no Afeganistão criar PDF versão para impressão
19-Out-2009
A Força Aérea tinha como missão vigiar as eleições, mas não impediu uma fraude gigantesca a favor de Karzai (na foto)O chefe de Estado-Maior da Força Aérea portuguesa adiantou hoje que o C-130 que está no Afeganistão a apoiar as eleições regressa no final deste mês, mas que existe “disponibilidade” para prolongar a missão caso surja um pedido da NATO. A Força Aérea estava no terreno em “apoio ao processo eleitoral” que se provou ser uma fraude em larga escala.

Falando aos jornalistas durante o colóquio “Economia, Tecnologia e Logística de Defesa”, em Lisboa, o general Luís Araújo afirmou que o pedido para continuar em território afegão “não foi formulado” mas que a Força Aérea estará “muito atenta e disponível para fazer o que for necessário”.

Depois das eleições presidenciais de Agosto, existe a possibilidade de uma segunda volta, que irá opor os dois candidatos mais votados, Hamid Karzai e Abdullah Abdullah.

“Esta missão do C-130 era claramente de apoio ao processo eleitoral, o nosso avião, e nós não temos nenhum pedido para continuar a missão, regressará no fim de Outubro”, acrescentou.

Portugal tem desde o final de Julho uma aeronave Hércules C-130 com cerca de 40 militares a operar no Afeganistão, em apoio à Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, sigla em inglês) durante o período eleitoral.

Questionado pelos jornalistas sobre a capacidade dos C-130 [utilizados para transporte de tropas e material para o Afeganistão], o CEMFA disse que o processo de modernização dos aviões inscrita na Lei de Programação Militar (mas que está atrasado) vai permitir a sua utilização “pelo menos por mais 10 a 15 anos”.

Entretanto, os investigadores da fraude eleitoral no Afeganistão descartaram centenas de milhares de votos em Karzai nas eleições de Agosto. Os resultados definitivos parecem nunca mais chegar.

O porta-voz da candidatura de Karzai disse que era demasiado cedo para fazer um julgamento baseado nos números que têm sido avançados pela comissão independente que vigiou as eleições e deu conta de milhares de votos falsos em muitas assembleias de voto que nem sequer abriram a favor de Karzai. Esses votos fantasma podem ascender a 350 mil, pondo assim em causa todo o processo eleitoral.

A Casa Branca tem dito que não enviará mais tropas nem apoiará Karzai enquanto não houver perspectivas de haver um governo “credível”.

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