Bloco quer investigação das agressões a alunos no Colégio Militar criar PDF versão para impressão
19-Out-2009
As alegações denunciam violentas agressões físicas a alunosO Bloco de Esquerda exigiu hoje ao Governo que torne público o relatório do inquérito lançado em Maio pelos ministérios da Defesa e Educação com o intuito de investigar as alegadas agressões a alunos do Colégio Militar. Fernando Rosas disse que é preciso que “não fique tudo na mesma”.

Em declarações à Agência Lusa, o deputado Fernando Rosas considerou que não há “nenhuma justificação em estar a prender os resultados do inquérito”, que terá sido entregue em Setembro à tutela, segundo um documento do executivo divulgado pelo Bloco.

“Queremos ter conhecimento do que diz o relatório, pelo menos a primeira versão, se ele é preliminar, seja como for, queríamos saber qual é o estado da questão”, declarou Rosas.

Na resposta do ministério da Educação ao primeiro requerimento do partido sobre as agressões no Colégio Militar, que data de 18 de Setembro, é referido que “o relatório intercalar foi concluído e remetido às respectivas tutelas em Julho de 2009” e que “após a recepção do contraditório, o relatório final será ultimado, prevendo-se a sua entrega aos ministros ainda no mês de Setembro”.

De acordo com o documento, durante o inquérito “procedeu-se à audição de funcionários, alunos, professores, membros de órgãos de gestão e membros da associação de pais e encarregados de educação” do Colégio Militar, constando do relatório um “conjunto de recomendações com vista à melhoria do funcionamento e organização dos dois institutos militares de ensino”.

“Há aqui qualquer coisa que não está a querer tornar-se pública não sei porquê”, referiu o deputado bloquista, que sublinhou que a sua “intenção é fazer com que tudo não fique na mesma”.

“Há alegações gravíssimas no que toca ao que se passa intramuros no Colégio Militar, há queixas de famílias e de alunos acerca de violentas agressões físicas, tudo isso veio a público, o ministério abriu um inquérito, esse relatório preliminar do inquérito estaria concluído, tê-lo-iam apresentado à tutela e morreu, não se sabe mais nada”, assinalou.

O deputado do Bloco rejeitou ainda que a mudança de Governo possa ter atrasado o processo: “Se a ministra em exercício concluiu o inquérito, e parece que o concluiu em Setembro, não percebo porque é que estamos a terminar Outubro e a coisa continua completamente no segredo dos deuses, isto não tem a ver com ministros, tem a ver com a gravidade dos factos”.

“De repente este assunto morreu, ninguém mais falou nele e nós não queremos deixar morrer este assunto, da nossa parte este assunto não morrerá, queremos levá-lo até ao fim”, frisou Fernando Rosas.

 
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