Louçã: Vem aí "o ano mais perigoso da crise" criar PDF versão para impressão
20-Out-2009
Louçã discutiu a crise económica com os eurodeputados do GUE/NGL. Foto Paulete Matos"2010 pode ser o ano mais perigoso da crise" na UE, disse Francisco Louçã no encontro com os eurodeputados do GUE/NGL em Estrasburgo para debater a crise económica. Louçã defendeu uma política europeia de "controlo de saneamento das finanças públicas, mas promovendo um investimento de qualidade que melhore a saúde, a educação e, sobretudo, as pensões mais pobres".

 

O aumento do desemprego em Portugal é a maior preocupação do Bloco de Esquerda e Louçã sublinhou que "em 2010 continua a aumentar o desemprego, nós temos 10 por cento de desemprego, em Portugal, em números verdadeiros, cerca de 600 mil homens e mulheres". "E há mais de 300 mil que não têm actualmente subsídio de desemprego", acrescentou, considerando ainda que "no fim de 2010 esse número vai aumentar".

"O governo português decretou o fim da crise e aumenta a desatenção para com as vítimas da crise", disse Louçã aos jornalistas no fim deste encontro, responsabilizando um governo que "não tem aceite esse desafio de sensatez que era aumentar o subsídio de desemprego na situação desta crise tão grave para todas as pessoas que estão nesta situação".

Questionado sobre as razões para rejeitar uma coligação com o PS, Louçã repetiu que "o que é útil para o país são soluções e o Bloco é um partido para soluções, não é para compromissos, não é para confusões. É para soluções". Para essas soluções, acrescentou, são necessários "todos os diálogos possíveis à esquerda, em todas as questões nós queremos maioria", dando como exemplo o aumento do subsídio de desemprego e das pensões.

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