ONU quer substituir cúmplices de fraude no Afeganistão criar PDF versão para impressão
21-Out-2009
Ban Ki-moonO secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que é preciso substituir mais de metade das principais autoridades eleitorais que trabalharam no primeiro turno das eleições no Afeganistão (200 em 400 pessoas), que teriam sido cúmplices de fraudes. Os resultados do primeiro turno sugeriam que o actual presidente Hamid Karzai tinha tido 55% dos votos, mas na recontagem ficou abaixo dos 50%.


Ban Ki-moon disse na terça-feira que a ONU aprendeu uma "lição bastante dolorosa" com a fraude nas eleições no país: "Percebemos que é difícil para uma democracia jovem ficar de pé sozinha, mesmo com grande ajuda internacional, particularmente da ONU".

Para garantir que os erros não se repitam, a ONU aconselhou a Comissão Eleitoral Independente, que organiza as eleições, a não chamar novamente as pessoas envolvidas na fraude.

"Temos de trocar todas as autoridades que não seguiram as normas ou que foram cúmplices de processos fraudulentos", disse o secretário-geral, que negou que ONU tenha tentado encobrir as fraudes no primeiro turno. Para Ban Ki-moon, as Nações Unidas não tentaram esconder o assunto, mas sim achar a melhor forma de lidar com ele.

Ao finalmente aceitar a realização do segundo turno, Karzai sublinhou: "Não é o momento para discutir investigações, mas para avançar na via da estabilidade e unidade nacional."

Diversos chefes de governo felicitaram o presidente afegão por ter aceite os resultados eleitorais. "Tive ocasião de falar com o Presidente Karzai. Queria felicitá-lo por ter aceite o resultado da recente eleição", disse Obama. Moscovo também "saudou" a realização da segunda volta.

Mas existe ainda a possibilidade de a nova eleição, marcada agora para 7 de Novembro, não acontecer, caso Karzai e o seu adversário, Abdullah Abdullah, cheguem um acordo para formar um governo de unidade.

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