Delphi despede 500 até início de 2010 criar PDF versão para impressão
22-Out-2009
A Delphi prepara-se para despedir mais 500 trabalhadoresA fábrica Delphi da Guarda, que fabrica cablagens para o sector automóvel e emprega 950 trabalhadores, anunciou hoje, quarta-feira, que vai despedir 500 operários entre o final do ano e o primeiro trimestre de 2010. É provável que saiam 300 até ao final do ano e sejam despedidos mais 200 em 2010. O sindicato fala apenas em "minimizar" os efeitos do despedimento.

 

 "Confirmamos a saída dos funcionários e a razão que tem a ver com a redução da actividade", disse hoje à Lusa fonte da administração da empresa, sem adiantar mais pormenores.

A fonte não especificou se a saída seria faseada declarando: "não fazemos mais comentários".

Adelino Nunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra (STIMM), disse à Lusa que o sindicato ainda não tem "uma informação oficial, por escrito, mas a informação que chegou aponta que, infelizmente, a Delphi da Guarda irá levar a efeito o despedimento colectivo de 300 trabalhadores até final do ano".

Admitiu que os restantes 200 poderão ser dispensados "durante o primeiro trimestre de 2010" mas frisou tratar-se de "uma informação que não é oficial".

"Tínhamos conhecimento que a Delphi não tinha actividade para envolver todos os trabalhadores e tem conseguido resolver a situação sem despedimentos mas agora há essa informação que ainda não tenho oficialmente nem por escrito", frisou.

Segundo o sindicalista, o STIMM, os trabalhadores e a empresa "têm vindo a conseguir adiar um despedimento colectivo mas agora, a informação que tenho é que haverá a necessidade de despedir esses 300 trabalhadores" até final do ano.

"Estou a desenvolver esforços para tentar saber o que se está a passar e depois o sindicato irá reunir com a administração para tentar minimizar os efeitos do despedimento colectivo", afirmou ainda.

Para Adelino Nunes, importa "diminuir ao máximo os efeitos negativos de um despedimento colectivo", ou seja, "que o despedimento implique os menores danos sociais para os trabalhadores e para o distrito da Guarda".

O dirigente disse desconhecer se a informação já terá sido prestada aos trabalhadores da empresa, que é a maior unidade empregadora da cidade, e está instalada na Guarda-Gare, nas instalações da antiga Fábrica Renault. Em Julho de 2008 a administração da empresa anunciara que o despedimento de 540 trabalhadores iria ocorrer até finais de 2009.

No mesmo ano foi celebrado um protocolo entre o STIMM e a administração da multinacional de fabrico de cablagens que garante que, quando ocorrerem os despedimentos, os trabalhadores receberão dois meses de salários por cada ano de trabalho e que só seja despedido um elemento do casal, nas situações em que ambos trabalhem na empresa.

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