“Rui Rio continua a enganar a cidade” criar PDF versão para impressão
22-Out-2009
Rui Rio quer entregar o Pavilhão Rosa Mota a um consórcio privadoO Grupo Municipal do Porto do Bloco de Esquerda criticou a entrega da gestão do Pavilhão Rosa Mota a um consórcio privado. O Bloco considera que esta decisão acarreta graves prejuízos para o Município do Porto. São os portuenses que vão “suportar a amortização do empréstimo bancário de 10 milhões de euros para custear a chamada requalificação”.

 

O consórcio a que Rui Rio quer entregar a gestão do Pavilhão Rosa Mota é formado pela AEP (Associação Empresarial Portuguesa, 50,4%), o Pavilhão Atlântico (20%), Associação dos Amigos do Coliseu (19%), e Parque Expo (10,6%). O consórcio só entra com três milhões de euros, mas tem garantidos 80% do capital social da sociedade gestora a formar. E o Município do Porto fica com 20% do capital, mas tem de entrar com 15 milhões de euros.

Dos cerca de 18 milhões de euros previstos para a requalificação do Pavilhão, o consórcio só entra com 1,5 milhões de euros em espécie (material de escritório, ou cadeiras e mesas ou gestão da obra), mais um milhão e meio de euros para uma construção nova (na Área Verde de Utilização Pública do Palácio) de "Salas Anexas" com cerca de 2.500 m2.

Ao Município do Porto (via empresa municipal) cabe financiar os restantes 15 milhões de euros. Através duma candidatura ao QREN vão ser atribuídos cerca de 6 milhões a fundo perdido. Os 9 milhões em falta serão obtidos através dum empréstimo bancário.

Entretanto, um processo de fusão levará a AEP a fundir-se com a AIP (Associação Industrial Portuguesa) formando a CEP (Confederação Empresarial de Portugal), que deverá englobar também outras confederações patronais.

Segundo o Bloco, “nesse casamento de conveniência entre a AEP e a AIP, a AEP leva como dote o Pavilhão Rosa Mota. E se o Porto não se mexer, a cidade vai ficar sem o Pavilhão Rosa Mota e os jardins do Palácio de Cristal, pelo menos durante décadas.”

O Bloco de Esquerda diz que a concessão da gestão do Pavilhão e dos jardins do Palácio é danosa para a cidade do Porto e para os portuenses. “Rui Rio continua a enganar a cidade: os cidadãos do Porto vão pagar grande parte das obras no Pavilhão Rosa Mota, mas o chamado Centro de Congressos (que vai ocupar 3.500 m2 da área envolvente do Pavilhão) fica na posse da Confederação Empresarial”, diz o comunicado do Bloco.

O grupo municipal do Bloco diz ainda que, exceptuando a Associação dos Amigos do Coliseu, todos os integrantes do consórcio “vão ficar nas mãos de entidades sedeadas em Lisboa e que nada têm a ver com a cidade do Porto”.

{easycomments}

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2020 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.