A derrota da maioria absoluta criar PDF versão para impressão
28-Set-2009

Carlos SantosNestas eleições a maioria absoluta foi inequivocamente derrotada. O PS perdeu mais de meio milhão de votos e 24 deputados. O PSD, apesar de ter eleito mais 6 deputados, apenas teve mais 6 mil votos do que há quatro anos, quando teve uma estrondosa derrota. Não há dúvida, o eleitorado penalizou as maiorias absolutas e os dois partidos do rotativismo ao centro, PS e PSD.

O Bloco de Esquerda foi a força que mais subiu: em votos, em percentagem e em deputados.

Ultrapassou o meio milhão de votos (557.109, mais precisamente), obtendo mais 192.679 votos do que há quatro anos, passando de 6,38% para 9,85% e de 8 para 16 deputados. Além disso, elegeu agora deputados em nove distritos, quando antes só tinha eleito em Lisboa, Porto e Setúbal. Ganhou assim uma representatividade mais nacional e elegeu deputados de esquerda em alguns círculos onde há muitos anos tal não acontecia.

É de salientar que o Bloco ficou mesmo perto de eleger mais 3 deputados: a 868 votos de conseguir mais um deputado no Porto, a 2.299 em Setúbal e a 3.381 em Aveiro.

A coligação PCP/PEV obteve apenas mais 14.165 votos e um deputado. Bloco de Esquerda e CDU têm juntos 31 deputados e representam quase 18% do eleitorado, uma força e uma representatividade que há muito os partidos à esquerda do PS não tinham no parlamento.

O CDS-PP foi, a seguir ao Bloco de Esquerda, o partido que mais subiu (mais 177.021 votos e mais 9 deputados), beneficiando da baixa votação do PSD.

Destas eleições sai um quadro político diferente do anterior e mais polarizado, à esquerda e à direita. A luta política vai aumentar nos próximos tempos e com ela criam-se melhores condições para se alcançarem transformações positivas para a vida das pessoas e também para se darem para novos passos em convergências à esquerda.

Sem maioria absoluta e com um Bloco reforçado, a luta pela justiça na economia ganha novo alento, após estas eleições.

Carlos Santos

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