Músicos rock não querem ser ouvidos em Guantanamo criar PDF versão para impressão
23-Out-2009
Até o gira-discos serviu de instrumento de tortura em Guantanamo. Ftoro _es/FlickrPearl Jam, R.E.M e Rage Against the Machine são algumas das bandas rock que se juntaram à campanha pelo encerramento de Guantanamo. Agora querem saber se as suas músicas também foram usadas para torturar prisioneiros, como relatam alguns prisioneiros.

 

Esta iniciativa é apoiada pela ONG Reprieve, apoiada na lei de liberdade de acesso à informação norte-americana. Ante os relatos de vários prisioneiros de Guantanamo, obrigados a ouvir com volume altíssimo músicas que iam da Rua Sésamo ao trash-metal, estas bandas decidiram tomar uma atitude.

"Guantánamo pode ser a ideia que Dick Cheeney tem dos EUA, mas não é a minha. O facto de que músicas que ajudei a criar tenham sido usadas em crimes contra a humanidade me enoja. Temos de acabar com a tortura e fechar Guantanamo agora", disse Tom Morello dos Rage Against the Machine.

"Sob a administração Bush-Cheney, a tortura com música foi algo normal em Guantánamo e nas prisões secretas que os EUA mantinham no Iraque, Afeganistão e em outros lugares do mundo", denuncia por seu lado a ONG Reprieve.

Segundo a organização, uma das técnicas mais utilizadas era executar músicas em um volume alto o suficiente para provocar danos nos tímpanos por vários meses. "O uso de música ensurdecedora durante muito tempo para prejudicar os prisioneiros é obscena e contrária aos valores americanos e britânicos", afirmou Claire Algar, directora da organização.

Entre os intérpretes e bandas que aderiram a esta campanha estão Trent Reznor (Nine Inch Nails), Jackson Browne, Rise Against, Rosanne Cash, Billy Bragg e The Roots.


{easycomments}

 

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2019 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.