Trabalhador da Esegur faz greve de fome criar PDF versão para impressão
30-Out-2009
EsegurLíbano Ferreira, trabalhador despedido da Esegur, está em greve de fome na porta da empresa, no Prior Velho, Loures, para chamar a atenção para a "intimidação e insultos" de que são vítimas os funcionários. O trabalhador acusa também a empresa de dar formação deficiente aos funcionários e de fazer despedimentos sem justa causa.

Libânio Ferreira denuncia que foi despedido sob a acusação de uma falta supostamente cometida "num período de férias", e acusa a empresa de fazer aos seus funcionários exigências que vão para além do razoável, com horas extraordinárias exageradas e a desatenção às necessidades e ao bem-estar dos trabalhadores.

O trabalhador insta o Instituto da Qualidade a tomar conhecimento das acusações que dirige à empresa, que afirma não merecer o certificado de qualidade que lhe foi atribuído.

Segundo o Blog Vigilantes, que apoia a acção do colega, "este trabalhador veio para a praça publica dizer aquilo que muitos querem dizer mas não têm esta coragem, estamos solidários com o Libânio." E prosseguem: "Todos sabemos o clima pidesco e intimidatório que a empresa pratica, tem a escola da Prosegur, uma empresa que dá cartas neste comportamento! Mas que ninguém se iluda: este clima intimidatório está geral, provocado pelas políticas e pelos códigos do trabalho Vieira da Silva/Bagão Félix..."

A Esegur rejeitou as acusações. Em declarações à agência Lusa, a directora-adjunta de Recursos Humanos, Ana Augusto, negou as acusações: "não existe intimidação nem existem insultos por parte de superiores a qualquer funcionário", e afirma que o funcionário foi despedido "com justa e provada causa".

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