Afeganistão: Karzai é candidato único criar PDF versão para impressão
01-Nov-2009
Abdullah Abdullah não participará na segunda volta das presidenciais afegãs, porque considera que será ainda mais fraudulenta que a primeira voltaAbdullah Abdullah anunciou neste Domingo a retirada da sua candidatura à segunda volta das eleições presidenciais do Afeganistão, "para protestar pelo mau comportamento do governo e da comissão eleitoral". Hillary Clinton declara que a retirada de um candidato não retira legitimidade às eleições.

A segunda volta das eleições presidenciais no Afeganistão estão marcadas para 7 de Novembro. A primeira volta realizou-se a 20 de Agosto, mas os resultados só foram conhecidos dois meses depois. A ONU decidiu então que haveria uma segunda volta, depois de anular a vitória do presidente Hamid Karzai à primeira, após encontrar "provas claras e convincentes de fraude".

Perante as fraudes massivas na primeira volta, Abdullah Abdullah, o outro candidato à segunda volta, exigiu três condições para a disputar: a demissão do chefe da comissão eleitoral, a saída de três ministros do governo e a participação na comissão eleitoral. Destas três exigências, só a última foi aceite por Karzai, pelo que Abdullah decidiu não participar na segunda volta, afirmando: "Nestas condições, a segunda volta será ainda pior que a primeira".

Hamid Karzai já declarou que a eleição será realizada apesar da retirada do seu opositor, tendo declarado: "Nós achamos que a eleição deve ser realizada e o processo completado. Quero dar ao povo do Afeganistão o direito de votar".

A comissão eleitoral decidiu manter a segunda volta a 7 de Novembro. Daoud Ali Najafi, da comissão eleitoral nomeada pelo governo, afirmou à agência Reuters que "Baseado nas leis eleitorais e na Constituição haverá uma segunda volta. A Constituição é clara".

Também o representante das Nações Unidas no Afeganistão, Kai Eide, pediu que a segunda volta seja realizada de maneira "legal e dentro dos prazos".

Enquanto a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já tinha considerado, no Sábado, que uma possível decisão de Abdullah não participar na segunda volta, como foi anunciado neste Domingo, seria um direito dele, mas não poria em causa a "legitimidade" da segunda volta das eleições presidenciais no Afeganistão.

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