Palestinianos acusam os EUA de matar as perspectivas de paz criar PDF versão para impressão
01-Nov-2009
Hillary Clinton foi ao Médio Oriente apoiar o primeiro ministro de Israel, Benjamin NethanyahuHillary Clinton foi ao Médio Oriente apoiar a posição de Israel de negociações de paz sem suspensão da ampliação dos colonatos.  Os palestinianos consideram que este apoio dos Estados Unidos pôs fim a qualquer esperança na reactivação das negociações de paz. O primeiro-ministro israelita Benjamin Nethanyahu regozija.

Numa visita de um dia ao Médio Oriente, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton enterrou o processo de paz e matou as ilusões dos palestinianos nas promessas de Obama.

Obama tinha defendido o fim da construção de novos colonatos por parte de Israel e convenceu o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, a reunir com Nathanyahu. Posteriormente Obama pediu apenas a suspensão na construção dos colonatos e agora, na sua visita de um dia, Hillary Clinton considerou que a ampliação dos colonatos não deve impedir o reinício das negociações, apoiando assim a posição do governo israelita de direita e extrema direita contra os palestinianos.

"As negociações estão paralisadas, e o resultado da intransigência de Israel e do retrocesso dos EUA é que não há esperanças de negociações no horizonte", disse o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rdainah. Disse ainda que os palestinianos estão a pedir à Liga Árabe que formule "uma posição palestiniano-árabe unificada" sobre o processo de paz paralisado.

Um antigo ministro palestiniano, Ziad Abou Zayyad, declarou: "A atitude da administração Obama é uma enorme decepção. É a prova de que esta administração não é diferente das anteriores".

Cerca de 300.000 israelitas vivem nos colonatos da Cisjordânia e perto de outros 200.000 na parte oriental de Jerusalém, conquistada e anexada em 1967. A comunidade internacional nunca reconheceu as anexações e considera todos os colonatos ilegais.

O governo de Israel apoia a ampliação dos colonatos, tendo já decidido a construção de mais cerca de três mil unidades habitacionais para colonos na Cisjordânia.

Os israelitas regozijam com a reviravolta da administração norte-americana, tendo o vice ministro dos Negócios Estrangeiros, Danny Ayalon, declarado mesmo: "Está provado que os Estados Unidos são os nossos melhores amigos e que a atitude firme de Israel sobre as suas posições é retribuída".

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