Biodiversidade sofreu duros golpes em 2009 criar PDF versão para impressão
04-Nov-2009
Lagarto de Panay (Varanus Mabitang), das Filipinas, é um dos répteis em vias de extinção (foto Tim Laman/AP) Milhares de tipos de animais e plantas estão a desaparecer a grande velocidade, sobretudo devido ao impacto da acção humana. O mais extenso estudo anual, da União Internacional de Conservação da Natureza, mostra que uma em cada três espécies está em perigo. Répteis e anfíbios estão entre os mais afectados.

O planeta enfrenta uma crise de extinções em massa e redução da sua biodiversidade. A nova lista da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa), avalia a situação de mais de 46 mil espécies conhecidas de animais e plantas, estimando em mais de 17 mil as que estão em risco sério de desaparecer, ou seja, um terço. Répteis e anfíbios parecem ser as classes mais afectadas.

Este estudo anual é considerado o mais completo sobre o estado da biodiversidade na Terra. Ele resulta do trabalho de milhares de cientistas activos em todo o mundo. Desde o ano passado, mais 39 espécies de anfíbios desapareceram e 484 entraram na categoria de ameaçadas de forma crítica, o que lhes deixa poucas hipóteses de sobrevivência.

A história mais comum é a de uma espécie que perde progressivamente o seu habitat natural, geralmente devido a pressão humana.

Do total de anfíbios analisados nesta lista, 30% têm a sua sobrevivência ameaçada; 1% estão extintos. Nos peixes de água doce, a situação é ainda pior: 37% das espécies estudadas estão sob ameaça e 3% extintas. E os moluscos estão a desaparecer ritmo ainda superior. Por outro lado, dos mamíferos, 21% estão ameaçados.

Jonathan Baillie, um académico inglês citado pela BBC, resumia o problema levantado pelo estudo: "Durante a nossa vida, passámos de uma situação em que nos preocupávamos com algumas espécies muito ameaçadas para inteiros ecossistemas em colapso".

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