Financiarização da vida de todos os dias! criar PDF versão para impressão
04-Dez-2009

Hoje em dia, a inclusão social passa pela obrigatoriedade de se possuir uma conta aberta num banco. Quem não tem conta é olhado como um "excluído".

Artigo do nosso leitor João Pedro Freire

Os bancos, através das suas imensas bases de dados de risco (de crédito), passam também por ser uma espécie de "termómetro" aceite para se aferir sobre a "idoneidade" e a "respeitabilidade" de cada um.

Esta financiarização (atenção, não sei se esta palavra existe! ) da vida de todos os dias de cada um, é, em sim mesmo e nos efeitos que tem, uma espécie de novo totalitarismo dos nossos dias.

Ninguém é obrigado a ter uma conta num banco. Como ninguém mede a sua respeitabilidade e seriedade por indicadores que somente medem o risco de crédito financeiro, como são as bases de dados bancárias. Mas tudo parece passar por aí!

Parece que, para se ultrapassar estas "obrigatoriedades" financeiras, até existe uma espécie de "serviços bancários mínimos" ... mas estes "mínimos" confirmam uma mesma tendência de financiarização da vida de todos os dias.

A questão passa por saber: como se pode viver sem uma conta bancária? como se garante a idoneidade de cada um sem a necessidade de se recorrer a um conceito bancário? será que a cidadania só o é com uma conta num banco e um "bom" conceito financeiro?

João Pedro Freire, Aderente do Bloco de Esquerda, texto publicado pelo jornal A Verdade, do Marco de Canaveses.

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