Conserveira encerra no Faial criar PDF versão para impressão
20-Jan-2010
Deputados do Bloco ouviram as queixas das trabalhadoras que se manifestaram à porta da Assembleia RegionalAs trabalhadoras da Cofaco recusam ser transferidas para a ilha do Pico e o Bloco/Açores defende a proibição dos despedimentos  nas empresas apoiadas pela Região.

 

"O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda Açores recusa aceitar a transferência das trabalhadoras da fábrica da Cofaco da ilha do Faial para as instalações da ilha do Pico, já anunciada pela empresa, e não compreende o silêncio e a apatia do Governo Regional perante esta situação, numa altura em que a manutenção de postos de trabalho deveria ser a sua principal preocupação", diz o comunicado divulgado à imprensa.

A empresa conserveira que comercializa a marca "Bom Petisco", entre outras, já reduziu 22 postos de trabalho na ilha do Faial no mês passado, preparando-se agora para encerrar a fábrica, transferindo a produção para a ilha do Pico.

Para os deputados do Bloco na Assembleia Regional dos Açores, "a transferência de trabalhadores da Cofaco do Faial para o Pico é inadmissível e acarreta consequências injustas", como as "duas viagens diárias de barco entre o Faial e o Pico – uma zona em que as condições do mar nem sempre são as melhores, havendo mesmo fortes possibilidades de terem que passar vários dias na ilha vizinha, especialmente durante o Inverno"  e o facto de serem "obrigados a abandonar e a regressar à ilha de residência a horas incompatíveis com o funcionamento de creches, e por um período de, aproximadamente, 12 horas por dia, passadas longe dos filhos e da família".

"À discriminação salarial e à impossibilidade de progredir na carreira, junta-se esta nova forma de discriminação das trabalhadoras da indústria conserveira. O Bloco de Esquerda considera desumano o sacrifício pessoal que esta mudança exigirá às trabalhadoras da Cofaco, a troco de apenas o salário mínimo regional", conclui o comunicado.

Esta terça-feira, algumas dezenas de trabalhadoras concentraram-se em frente ao parlamento açoriano, muitas delas com os filhos que traziam cartazes onde se lia "eu quero ver a minha mãe todos os dias". A sessão parlamentar foi interrompida para que alguns deputados pudessem ouvir as queixas das trabalhadoras vítimas desta situação.


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