Louçã: "OE'2010 não pode virar costas aos desempregados" criar PDF versão para impressão
21-Jan-2010
Na véspera da discussão do projecto lei do Bloco sobre o alargamento do subsídio de desemprego, Francisco Louçã esteve no Centro de Emprego da Amadora. Foto Paulete Matos Bloco/FlickrNa véspera da discussão e votação no Parlamento do projecto lei do Bloco sobre o alargamento do subsídio de desemprego, Francisco Louçã esteve esta quinta-feira com os desempregados que aguardam nas filas do Centro de Emprego da Amadora.

Nesta sexta-feira será discutido e votado no Parlamento o projecto de lei do Bloco de Esquerda, agendado potestivamente, sobre o alargamento das condições de atribuição do subsídio de desemprego.

O Bloco pretende assim alargar a protecção aos desempregados que actualmente não dispõem de qualquer apoio social, uma situação que em meados do ano passado já afectava cerca de metade do total de desempregados. Para isso apresentou também uma petição pública que tem recolhido assinaturas por todo o país.

Na véspera da discussão, Francisco Louçã deslocou-se esta manhã, bem cedo, ao Centro de Emprego da Amadora, onde se assiste diariamente à concentração de dezenas de pessoas desempregadas antes do início do horário de atendimento.

O deputado bloquista encontrou uma fila de desempregados que se prolongava no exterior das instalações daquele centro de emprego.

Em declarações à Lusa, Francisco Louçã afirmou que o decreto-lei proposto pelo partido para o alargamento do subsídio de desemprego deve ser aprovado, mesmo que custe mais 340 milhões de euros ao Orçamento de Estado.

“Há 600 mil desempregados em 2010, dos quais uma parte muito importante já não tem ou já perdeu o subsídio de desemprego. Nós queremos emprego, mas não havendo, tem que haver o apoio social em função do que as pessoas descontaram para si próprias e para a Segurança Social”, disse aos jornalistas o coordenador da Comissão Política do Bloco, após a visita ao Centro de Emprego da Amadora.

O Governo argumenta contra a proposta bloquista alegando que implica custos incomportáveis, estimados em 340 milhões de euros.

Contudo, em resposta, Francisco Louçã afirma que “São 300 milhões de euros que os trabalhadores descontaram e que lhes devem ser devolvidos” e acrescenta que “O Governo gastou já quatro mil milhões de euros no BPN, dez anos do subsídio de desemprego de 300 mil pessoas e não pode ter o descaramento de nos dizer que não há dinheiro”.

Trata-se de “uma questão de responsabilidade e de seriedade”, diz o deputado do Bloco, pois “se alguns candidatos se atreveram a dizer na campanha eleitoral que a prioridade é o desemprego não podem virar as costas aos desempregados”.

O Bloco não aceita que “o Governo e o orçamento de estado virem as costas aos desempregados”. “Bem sei que o Governo está desesperado para evitar que esta medida seja feita e prefere negociar com o CDS-PP a demagogia eleitoral e a manutenção de uma economia de especulação e de desemprego”, adianta Francisco Louçã.

Ler mais em Bloco agenda alargamento do subsídio de desemprego e Petição pelo alargamento do subsídio de desemprego.
Ver fotos da visita de Francisco Louçã ao Centro de Emprego da Amadora.
{easycomments}

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Últimas Internacional
Últimas Sociedade
tit_esquerda.png
Esquerda 40: Não tem que ser assim
Leia aqui o jornal "Esquerda"
Clique na imagem para aceder ao Esquerda 40 em pdf
Outros números do jornal Esquerda
Assinatura do Jornal Esquerda
Boletim Económico
Participe
Dois anos de Esquerda.Net
Deveria haver um bom motor de busca
[Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores]
Visito o Esquerda.net 1 a 2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio software é muito débil e induz em erro) que permita pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware e creio que poderá ser usado como add-on neste software. É preciso testar e ver o resultado. À medida que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente, independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem, som). Seria um bom recurso de formação e difusão.

Paula Sequeiros, BE Porto



Educação em Debate
© 2019 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.