Bloco apoia produtores de vinho de Amares criar PDF versão para impressão
24-Jan-2010
Encontro de viticultores com o deputado do Bloco e o presidente da Câmara de AmaresPedro Soares reuniu com cerca de cem produtores e garantiu o empenho para exigir que o ministério da Agricultura coloque no terreno os meios para combater doença da vinha.

O deputado bloquista, acompanhado pelo presidente da Câmara de Amares, o independente José Barbosa, reuniu com os produtores de vinho verde no salão Nobre do município. Em debate estavam as medidas a tomar face à flavescência dourada, um insecto que está a destruir as vinhas e que tem afectado de forma gravosa os viticultores do Concelho de Amares. Pedro Soares afirmou que o ministério tem os dispositivos legais necessários para apoiar os produtores de vinho.

Durante o debate, o presidente José Barbosa relatou a sua experiência de "pequeno produtor" para confirmar a falta de acompanhamento que tem sentido por parte dos técnicos: "Eles vão lá, colocam umas etiquetas na minha vinha, mas não acontece mais nada". O autarca, à semelhança dos produtores presentes, solicitou a intervenção do deputado do Bloco de Esquerda para exigir uma efectiva inspecção e acompanhamento por parte dos serviços do ministério.

Ao longo do debate, foram muitos os produtores de vinho que usaram da palavra para criticar o imobilismo do ministério da Agricultura, havendo mesmo quem tivesse afirmado que "quando a doença chegar ao vinho do Porto e ao Alvarinho, talvez tenhamos o nosso problema resolvido".

Pedro Soares, considerou que o problema advém do Ministério da Agricultura que "desinvestiu, desguarneceu os seus recursos humanos e agora não tem meios para realizar as acções inspectivas e de acompanhamento que a doença exige e, em último caso, para determinar o arranque das vinhas doentes, em particular as abandonadas, caso os proprietários insistam em não o fazer".

Pedro Soares denunciou também o facto do ministério ter acusado uma confederação da agricultura de alarmismo por, já em 2008, ter chamado a atenção para as consequências da flavescência dourada. Um dos produtores deu os números daquilo que o ministro de então classificou de alarmismo: "Numa propriedade de 50 hectares já cortei 20 hectares de vinhas que têm em média 14 anos" e que em muitos casos foram renovadas com apoios comunitários e estatais.

O deputado do Bloco de Esquerda garantiu todo o empenho no sentido de exigir que o ministério da Agricultura coloque no terreno os meios necessários para combater esta doença que está a alastrar de forma séria neste concelho, onde a produção de vinho verde tem um grande peso económico, e que até já chegou às margens do Douro.

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