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09-Jan-2007

MOVIMENTO AFIRMA QUE ANONIMATO DAS MULHERES NÃO PODE SER QUEBRADO
Vasco Freire e Ana Campos do movimento médicos pela escolha entregam as assinaturas - Foto da LusaO movimento
Médicos pela Escolha entregou ontem 10253 assinaturas na Comissão Nacional de Eleições para se legalizarem como movimento participante no próximo referendo à despenalização do aborto. Vasco Freire, mandatário do movimento, afirmou que "como qualquer acto médico, é necessário fazer um registo estatístico no SNS", mas isso não implica a perda de anonimato, realçando que "um dos princípios médicos mais importantes é o do sigilo profissional". O movimento realizará um Encontro Nacional no dia 13 de Janeiro, das 14h-20h, no Auditório da Faculdade de Psicologia e Educação da Universidade do Porto.

Vasco Freire apelou ainda a um debate baseado em "argumentos científicos", salientando que há dados que têm sido apresentados pelos movimentos do "não", nomeadamente sobre os gastos com o aborto, que são claramente "excessivos". "Sabemos que existem muitos gastos com o aborto clandestino, gastos não contabilizados pelas pessoas que apresentam esses argumentos" realçou, acrescentando que "o aborto clandestino e as suas implicações enchem as urgências".

O mandatário do movimento considerou ainda que não faz sentido comparar a realização de um aborto com uma intervenção cirúrgica, nem colocar o problema das listas de espera, o aborto (até às dez semanas) é um acto médico "mais rápido e simples que uma cirurgia" disse. Ana Campos, directora clínica do serviço de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa e também do movimento, destacou que o aborto é "feito em ambulatório" e não implica o internamento da mulher.

O movimento Médicos pela Escolha é apoiado por nomes reconhecidos na área da saúde como, entre outros, o Dr. Raúl Cesar Sá (director do H. Vila Nova de Gaia), Dr Laranja Pontes (Presidente do IPO do Porto), Dr. José Luís Catarino (director do H. de Valongo), Dr. João Nóbrega (Director do H de Vila Real), Dr. Mário Durval (Delegado de Saúde Pública do Barreiro); Dra. Maria José Alves, Prof. Doutor Alexandre Quintanilha; Prof. Doutor Mário Sousa; Dra. Ana Campos, a Enfermeira Laura Coutinho, o Dr. Albino Aroso, o Dr. Cipriano Justo ou a Dr. Cecília Costa.

No encontro nacional que o movimento vai realizar no dia 13 de Janeiro, na Faculdade de Psicologia e Educação da Universidade do Porto participarão Alexandre Quintanilha, Maria José Alves, Ana Campos, Mário Sousa, Nuno Grande, Octávio Cunha.

 
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