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Os Correios como serviço público |
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28-Mar-2010 |

A Holanda privatizou os seus correios,
e o resultado foi mau para o serviço e para os trabalhadores. O
Japão desistiu de os privatizar. Em França, na Bélgica e no Reino
Unido, os governos manobram para privatizar, mas chocam-se com enorme
resistência. Nos EUA, Obama acha a privatização "má ideia", mas prevê-se um corte de 50 mil empregos.
Começamos
o dossier com o Japão, onde
a privatização dos correios esteve no centro da recente viragem
política que marcou a derrota do PDL. O novo governo do PDJ decidiu
desistir da privatização, como explica o artigo Japão muda de
curso e desiste de vender Serviços Postais.
Nos EUA, onde o serviço é público,
Obama disse recentemente que a privatização é uma "má ideia".
Mas está para breve o fim da entrega de correio ao sábado, o que significa um corte de 50 mil postos de trabalho. O artigo seguinte traça um panorama da Holanda - onde os correios
foram privatizados há 20 anos -, França, Bélgica e Grã-Bretanha,
onde as políticas privatizadoras enfrentam resistência.
Os dois artigos finais - França: um
projecto contra os cidadãos e Grã-Bretanha: a guerra em casa -
especificam a situação destes dois países.
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