Goldman Sachs processado por fraude no subprime criar PDF versão para impressão
17-Abr-2010
Vice-presidente do Goldman Sachs acusado de criar e vender produtos financeiros fraudulentos. Foto SEIU International/FlickrO gigante da banca de investimento é o alvo da regulação de mercados, por ter enganado os clientes e apostado contra os produtos financeiros que lhes vendia.

 

O banco ganhou com o colapso do mercado imobiliário, bem como alguns investidores por si escolhidos, ao apostarem na queda das obrigações de dívida indexada a crédito hipotecário de alto risco. Segundo o New York Times, um dos produtos criados pelo Goldman Sachs - o Abacus 2007-AC1 -  foi feito à medida de um dos mais importantes especuladores internacionais, John Paulson, que pôde escolher as obrigações contra as quais iria apostar, reunindo as que considerava menos rentáveis neste produto que depois foi vendido pelo banco a investidores e fundos de pensões internacionais como se tivesse sido construído por entidades independentes.

"O produto era novo e complexo, mas o engano e os conflitos eram velhos e simples", afirma o director da Securities and Exchange Comission (SEC) para assuntos legais, Robert Khuzami, numa declaração divulgada pelo regulador. "A Goldman permitiu indevidamente que um cliente que estava a constituir posições contra o mercado hipotecário influenciasse fortemente quais os títulos hipotecários a incluir no portfólio de investimento, enquanto dizia a outros investidores que os títulos eram escolhidos de forma independente e objectiva por terceiros", acusa a Securities Exchange Commission.

A acusação contra o banco nomeia um dos vice-presidentes, o francês Fabrice Tourre, que ajudou a criar e a vender o produto financeiro fraudulento. As acções do Goldman Sachs caíram 13% em Wall Street e outros bancos viram as cotações descer, entre rumores de que processos semelhantes estarão em preparação na entidade reguladora dos mercados financeiros.

"Nós sabíamos tanto sobre o futuro do mercado de habitação residencial na primeira metade de 2007 como sabemos hoje prever o futuro dos mercados", defendeu-se o banco em comunicado. "Também não sabíamos se o valor destes produtos que vendíamos iria subir ou descer", acrescenta o Goldman Sachs.

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