Maria José Morgado: aborto ilegal mobiliza dinheiro sujo criar PDF versão para impressão
17-Jan-2007

mariajmorgadolusawebA Procuradora-Geral Adjunta Maria José Morgado disse hoje que aborto ilegal é um negócio de dinheiro sujo que potencia a corrupção. "Há clínicas em Portugal que são `slot machines` de ganhar dinheiro", afirmou, numa conferência na Assembleia da República organizada pelo Grupo Parlamentar do PS. Defensora do Sim no referendo de 11 de Fevereiro, Maria José Morgado considerou a lei actual "injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social" da prática de aborto.

Para a Procuradora-Geral Adjunta, o dinheiro envolvido no aborto ilegal não é tributado. "Estes fenómenos potenciam a corrupção, a venalidade, e crimes de enriquecimento ilícito", acusou.

Maria José Morgado~alertou, porém, que a lei não é uma varinha mágica: "Os problemas sociais que estão na base do aborto vão subsistir. Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo", afirmou.

Maria José Morgado criticou ainda os médicos, lamentando que não reconheçam mais frequentemente o perigo para a saúde psíquica da mulher como um motivo para a realização de aborto legal: "A opinião médica tem sido excessivamente restritiva, autista e até insensível na indicação de causas para a saúde psíquica", criticou.

 
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