Até os convidados do "Não" são contra a lei que pune as mulheres criar PDF versão para impressão
17-Jan-2007

Apoiantes_do_nãoDurante uma iniciativa do “Não” à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, uma das oradoras convidadas, a espanhola Sara Martin Garcia, mostrou-se indignada, ao contrário dos organizadores, com a lei penal portuguesa que prevê três anos de prisão para as mulheres que abortam.

Representantes da Associação de Vítimas de Aborto espanhola apresentaram hoje a edição portuguesa de um livro com testemunhos de mulheres que interromperam a gravidez, para mostrar que a decisão "nunca é livre" e tem consequências psíquicas negativas.
"Não só se perde uma vida como começa uma vida de sofrimento, a da mãe", a firmou Sara Martin Garcia, a autora do livro "Eu abortei, testemunhos reais de abortos provocados", editado em Portugal pela Principia e apresentado hoje na livraria Barata, em Lisboa. Sara Martin Garcia, que recolheu os testemunhos junto da Associação de Vítimas de Aborto espanhola, defendeu a existência de alternativas para mulheres que "muitas vezes são obrigadas a abortar pelos companheiros ou pela família".
A autora do livro discordou, em declarações à Agência Lusa, da punição, com pena de prisão, das mulheres que façam um aborto ilegal.
A actual lei penal portuguesa prevê uma pena de prisão até três anos para a mulher que fizer um aborto ilegal.
"Não concordo. Não serve de nada o castigo. Este livro é para mostrar que há sempre alternativas se as mulheres forem devidamente informadas e apoiadas", disse. Promovida pela Plataforma "Não, obrigada", que defende o "não' no referendo de 11 de Fevereiro.


 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2020 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.