NATO quer continuar a intervir fora de fronteiras criar PDF versão para impressão
18-Mai-2010
Madeleine Albright chefiou o grupo escolhido para estudar e apresentar recomendações sobre o futuro da NATO.O documento do novo conceito estratégico da NATO será aprovado em Lisboa no fim do ano e prepara a organização para mais guerras em territórios fora da zona do tratado.

 

A NATO tem de ser "suficientemente versátil e eficiente para agir longe dos seus limites territoriais", explicou Madeleine Albright, que coordenou o trabalho dos especialistas para rever a estratégia da aliança militar para os próximos anos. "E para sustentar a vontade política para operações fora da sua área, a NATO tem de garantir que todos os seus membros estão convencidos da segurança do seu território", acrescentou a antiga responsável pela política externa na presidência de Bill Clinton.

O documento de recomendações diz que as prioridades para a defesa "começam pela aptidão em defender o território da Aliança, mas incluem a capacidade para levar a cabo missões exigentes a uma distância estratégica e ajudar a moldar o cenário de segurança internacional, e responder às contingências imprevisíveis quando e onde o que é necessário".

"No mundo de hoje, temos de ir além das nossas fronteiras para defendermos as nossas fronteiras", diz por seu lado o secretário-geral da NATO Anders Fogh Rasmussen. A questão dos orçamentos militares também é abordada, com os conselheiros da NATO a dizerem que é preciso gastar mais em armamento.

"O principal factor de limitação que dificulta a transformação militar tem sido a falta de despesa e investimento europeu no sector da defesa. Hoje em dia, apenas seis dos vinte seis aliados europeus gastam 2% do PIB nesta área", diz o documento. "A diferença é particularmente grande entre as capacidades norte-americanas e as do resto da NATO, uma desequilíbrio que se não for corrigido poderá prejudicar a coesão da Aliança", prosseguem as recomendações.

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