CDS defende a prisão das mulheres criar PDF versão para impressão
27-Jan-2007

"... punida com prisão até três anos"O CDS declara que concorda com a sanção aplicada às mulheres que abortem, que é de 3 anos de prisão, segundo resposta dada a um inquérito feito pela agência Lusa e noticiado pelo semanário Sol.
Entretanto o PNR anunciou que vai participar na marcha que os movimentos do "não" vão fazer no Domingo.
Segundo o jornal Correio da Manhã o padre de Pataias está a promover uma manifestação com Nossa Senhora grávida.

No inquérito feito pela agência Lusa a maioria dos movimentos do ‘não' fugiu a responder à pergunta, mas o CDS foi claro. À pergunta se o aborto deve ser "apenas ilícito ou crime e com que sanção seriam punidas as mulheres e quem participasse nesse acto" o CDS respondeu: "concordamos com a manutenção da lei actual".

Outro movimento, "Liberalização do Aborto? Não", respondeu igualmente defender a actual lei: «O abortamento deve ser considerado crime; todos os que nele participam devem ser punidos se provar a sua culpa; as penas previstas na lei vigente parecem-nos adequadas ao actual contexto social», foi a sua resposta.

Entretanto o PNR (Partido Nacional Renovador) partido de extrema direita, que discursou no ano passado no Congresso do partido nazi alemão NPD, anunciou que participará na manifestação convocada para Domingo pelos movimentos do ‘não'. No seu site informam que se concentrarão junto ao Hotel Sheraton.

De acordo com notícia do Correio da Manhã, o padre de Pataias convocou na Folha Paroquial missa e procissão para 1 de Fevereiro, às 21h com a imagem de Nossa Senhora da Esperança (grávida). O chefe de gabinete do Bispo de Leiria-Fátima não vê "nada de mal na evocação de Maria, na referência a uma mulher que espera um filho para apelar a uma opção por valores concretos", apesar do Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto ter dado orientações aos sacerdotes para não usarem as celebrações religiosas como acções de campanha directa.

 
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