Obrigada a ir a Espanha criar PDF versão para impressão
27-Jan-2007

Sim para acabar com a humilhaçãoO jornal Público divulgou ontem um chocante testemunho a favor do Sim, que foi também filmado pelo movimento "Médicos pela Escolha". Maria Luísa é paraplégica desde os 12 anos e já foi operada 20 vezes. Engravidou com 41 anos, porque a pílula falhou devido aos medicamentos que estava a tomar. Quis abortar em Portugal, havia risco para a sua saúde, mas foi tratada como assassina.

Na entrevista ao jornal Público de hoje Maria Luísa refere que quando soube que estava grávida decidiu abortar, o seu ortopedista já a tinha informado que se algum dia quisesse engravidar "teria muitos problemas e sofreria imenso".O seu marido, que se desloca também em cadeira de rodas, concordou com ela. Contou ao médico de família que compreendeu e elaborou um relatório onde aponta "O casal, por questões óbvias, não quer assumir a gravidez".

Dirigiu-se ao Hospital de Abrantes mas a médica começou por responder "Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar", informou-a que não lhe iam fazer o aborto e aconselhou-a a levar uma carta ao Hospital de Torres Novas e esperar que o seu caso fosse analisado por uma comissão de ética. Preocupada, perguntou à médica "quanto tempo ia esperar": "Leva o tempo que levar", foi a resposta que teve.

Maria Luísa foi assim obrigada a deslocar-se a Espanha, onde abortou em condições.

 
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