Evolução do recurso ao aborto depois da legalização na Europa criar PDF versão para impressão
31-Jan-2007

Evolução do aborto depois de legalizado na EuropaNo jornal Esquerda número 17 pode aceder à evolução do aborto depois da legalização em 10 países europeus. Os 10 países são: Áustria, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia.

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O caso italiano fornece um exemplo típico da evolução da quantidade de abortos realizados num país após a passagem de uma lei repressiva e injusta para a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Em 1978, data da lei em vigor até hoje, realizaram-se 137.400 abortos. No ano seguinte este número tinha aumentado, reflectindo o ajuste da clandestinidade para a legalidade, para 187.752. Até 1983 esta tendência mantém-se, atingindo-se o número máximo de 234 mil abortos. A partir daqui, o número de abortos não pára de diminuir, de 210 192 em 1985, para 175 541 em 1988, e para 136 817 em 1995. Com flutuações na ordem dos milhares durante os anos 90, a interrupção voluntária da gravidez mantém-se por volta dos 130 mil durante os primeiros anos do século XXI. Em 2003, os últimos dados disponíveis reflectem a continuação da descida do número do aborto, com o total anual de 124 118.

Evolução do aborto depois de legalizado na Europa

Na maioria dos países europeus em que o aborto foi legalizado, estes números não têm tendência para aumentar a longo prazo, antes se confirma o contrário. No entanto, há excepções, como a Espanha, em que o aumento de IVG tem a ver com um aumento significativo de imigrantes no país nos últimos anos, que aumentou a própria população, e ainda incorpora o efeito, não desprezível, de mulheres portuguesas que vão a Espanha abortar. Um estudo mais alargado de comparação entre os países europeus poderia explicar porque é que a descida é tão acentuada na Áustria ou porque aumenta ainda o número de abortos na França. Isto reflecte as características sociais e demográficas variáveis, desde o aumento da imigração, da população e da natalidade à melhoria dos cuidados de saúde prestados e à crescente informação sobre planeamento familiar e sexualidade.

Texto de Andrea Duarte
 
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