Madeira: O voto é a melhor arma secreta criar PDF versão para impressão
18-Abr-2007

guida_vieira.jpgEstamos numa campanha eleitoral cujos resultados vão ser muito importantes para o futuro da Madeira e dos madeirenses. É a altura de tomar decisões sobre a composição da próxima Assembleia legislativa. É altura de dizer que tipo de Deputados queremos - se aqueles que fazem negócios com o governo, confundindo o que é público com o privado, se aqueles que só estão preocupados em defender os governos dos seus partidos, mesmo que estes tomem medidas politicas contra os interesses das pessoas ou se, pelo contrário, a Assembleia deve ter mais deputados entregues à causa pública, que falam sempre a verdade, doa a quem doer, que sejam livres das amarras do poder económico, que não se deixam pressionar, seja por quem for, e que nunca viram as costas à luta em defesa dos direitos das pessoas.

Esta é a altura de tomar decisões, pois esta é uma oportunidade para introduzir mudanças, sérias, no Parlamento. Já pensaram o que seria o próximo Parlamento se a oposição, que não cala a verdade, estivesse melhor representada, com mais deputados a intervir e a apresentar propostas, que são incómodas para os governos que estão a esmagar os direitos dos trabalhadores, quer do sector público quer do privado, assim como das pequenas e médias empresas? O voto é uma arma secreta que bem utilizada pode mudar a face do próximo Parlamento.

Está nas mãos de cada um saber escolher em consciência as pessoas certas para serem as porta vozes do seu descontentamento e que apresentem propostas alternativas para que a região saia do buraco onde a colocou o PSD nestes 30 anos de poder laranja.

Tenho lido e ouvido algumas opiniões acerca da importância de votar nos partidos que não fazem parte da área do poder, quer regional quer nacional, mas chamo a atenção que é importante saber fazer as escolhas com base em propostas concretas. Não somos todos iguais, votar num ou noutro não pode significar a mesma coisa, é preciso escolher propostas e ideias, porque o vazio é o pior que se pode fazer numa situação como esta, porque não basta denunciar que isto está tudo mal se não se consegue dizer o que faríamos de diferente se estivéssemos no poder.

É preciso conhecer os programas eleitorais, é preciso conhecer as propostas de cada partido, é preciso decidir em consciência nas ideias e nas propostas que são apresentadas pois são elas que vão nortear a actividade parlamentar nos próximos 4 anos. O programa do Bloco de Esquerda não só pode ser lido em papel, como pode ser consultado através do Site madeira.bloco.org. Nele são apresentadas as principais propostas que nortearão a actividade dos deputados que forem eleitos. Temos candidatos e candidatas que já provaram que são Deputados capazes, que são pessoas que ao longo da sua vida estiveram e estarão ao serviço da causa pública, não para seu interesse próprio, mas para servir as pessoas e as suas causas, e muitas vitórias já foram alcançadas graças ao trabalho persistente de quem não desiste mesmo que as adversidades até tenham sido muitas.

Embora não seja meu hábito usar este espaço para fazer propaganda para o meu partido, decidi, excepcionalmente, colocar nalgumas preocupações que tenho em relação a este acto eleitoral, que pode ser uma oportunidade para iniciar uma mudança para melhor.

Desta vez todos os votos contam para eleger Deputados, pois a lista é única, deixando de haver votos úteis nos maiores partidos. Quem tiver vontade de votar num partido como o Bloco de Esquerda pode fazê-lo tendo a certeza que está a contribuir para eleger Deputados que nunca calarão a verdade, doa a quem doer.

Sendo o voto a sua arma secreta não a deixe de a utilizar da melhor forma para que alguma coisa mude no próxima Assembleia.

Post Scriptum - Numa campanha não pode valer tudo. A luta das empresas da Zona Franca foi dirigida pelo Sindicato dos Bordados, do qual eu era responsável, e nessa altura não me recordo de qualquer apoio de quem agora diz que esteve nessa luta, e isso podem provar as centenas de trabalhadoras que se manifestaram nas ruas do Funchal, junto à Quinta Vigia e Vila Passos. O seu a seu dono, a quem andou à frente dessas lutas por convicção e não por objectivos eleitorais.

Guida Vieira

 
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