E se tudo não passar de um engano? criar PDF versão para impressão
27-Abr-2007
dossie_tabaco_10Na internet é possível encontrar vários estudos que contrariam a tese de que os fumadores passivos podem sofrer graves consequências para a sua saúde. São apontados diversos argumentos contra a forma como se chega a essas conclusões, desde falhas estatísticas até erros de análise, argumentando-se que não existe nenhuma relação directa entre a exposição ao fumo dos cigarros e as doenças supostamente daí resultantes.

Para julgar por si, veja essas teorias aqui, aqui, aqui e aqui
 

Os defensores da ausência de ligação entre doenças e fumo passive, sustentam, em geral, que:

1. A dose de fumo a que um fumador passivo está sujeito é extremamente pequena: cerca de um milésima parte daquilo a que está exposto um fumador activo.

2. Na maior parte dos estudos sobre fumadores passivos não se encontra qualquer correlação entre doenças e fumadores passivos.

3.  Aqueles que o fazem são metodologicamente inválidos, principalmente porque são baseados em comparações entre relatos de prévia exposição passiva ao fumo, por pessoas com e sem doenças potencialmente associadas a esse facto.

4. Mesmo que a metodologia fosse válida, os riscos relativos são muito mais pequenos do que dois (geralmente 1,2 ou 1,3). Devido à confusão de factores, os epidemiologistas mormalmente não consideram que riscos relativos inferiors a dois sejam uma evidência de uma relação causal.

5. Precisamente porque a maior parte dos estudos individuais não mostram a relação entre as doenças e a exposição passiva ao fumo, muitas vezes é usada a meta-análise para chegar a resultados estatísticos significativos. Mas a meta-análise não é credível, porque os resultados dependem largamente das convicções prévias dos investigadores.

 
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