Paquistão: greve nas cidades e combates com o Afeganistão criar PDF versão para impressão
14-Mai-2007
Lahore: opositores da ditadura militar queimam fotos de Musharraf - Foto da LusaUma greve geral, convocada ontem pela oposição paquistanesa, paralisou parte do país, nomeadamente as grandes cidades. Foi a greve mais largamente participada desde que Musharraf é presidente. Na fronteira com o Afeganistão, uma troca de tiros, entre tropas dos exércitos dos dois países, provocou a morte de, pelo menos, doze pessoas, oito polícias e quatro civis afegãos. Durante o fim de semana, morreram 41 pessoas e mais de 150 ficaram feridas em confrontos entre partidários e opositores do governo. As autoridades da ditadura militar e os apoiantes do governo impediram o presidente do Supremo Tribunal, que Musharraf quer destituir, de sair do aeroporto para participar num acto público da oposição. (leia notícia anterior no esquerda.net Confrontos no Paquistão fazem 37 mortos).

No seguimento dos protestos de Domingo, o governo proibiu as manifestações em Karachi e decretou um dia de feriado na província de Sindh. A oposição à ditadura militar convocou uma greve, que está a ser a mais amplamente participada desde que Musharraf chegou à presidência.

O protesto levou ao encerramento das lojas e dos mercados nas maiores cidades, como Karachi, Lahore, Peshawar, Rawalpindi e Quetta. Em Lahore e noutras cidades realizaram-se manifestações de protesto.

A cidade de Karachi, onde o governo proibiu as manifestações, está completamente paralisada, com as lojas fechadas e os transportes públicos paralisados.

Entretanto, o Ministério do Interior afegão anunciou que forças paquistanesas ocuparam durante duas horas dois postos de fronteira afegãos. Os combates começaram ontem na província de Paktika e provocaram a morte de oito polícias e quatro civis afegãos.

Tropas afegãs, apoiadas por tribos locais expulsaram as tropas paquistanesas e ocuparam, por sua vez, durante quatro horas dois postos de fronteira paquistaneses.

O general Sami-Ul Haq Badar, do exército afegão, informou que hoje ainda se registaram tiros esporádicos e que o exército afegão decidiu enviar mais tropas e blindados para a área dos combates.

 
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