Timor-Leste: história de um golpe criar PDF versão para impressão
08-Ago-2006

BLOCO CONSIDERA ESGOTADAS AS RAZÕES PARA A PRESENÇA DA GNR

O Bloco foi o único partido a expressar dúvidas na ida da GNR para Timor em Maio passado, considerando que o cumprimento do acordo era difícil perante a crise institucional que se vivia em Timor Leste. Perante a evolução o Bloco considerou em 18 de Julho que a situação se alterou e não faz sentido a continuação da GNR em Timor. Não lhe compete envolver-se nas lutas políticas internas do país. Nem caucionar, com a sua presença, o nascimento de um novo protectorado.

O Bloco considerou ainda que a Austrália foi um factor decisivo da crise timorense. Atacou o governo da Fretilin porque este, independentemente de erros e das dificuldades que tenha sofrido, teve a coragem de resistir aos contratos petrolíferos leoninos que logo depois da independência beneficiaram a Austrália. A não concessão de novos contratos de exploração às empresas australianas precedeu em poucos dias o desencadear da crise e o desembarque das forças militares australianas que, de imediato, reclamaram o controlo indisputado do território. A Austrália empenhou-se na substituição do governo Alkatiri e conseguiu-o com o apoio do seu principal aliado, Ramos Horta.

Para o Bloco também a missão está esgotada com a inexistência de violência contra as populações neste momento. Podendo a segurança aos cooperantes portugueses ser assegurada pelos GOE que estão ao serviço da embaixada.

O governo português deve sim aumentar o apoio ao desenvolvimento, à criação das condições económicas e sociais para a autonomia, independência e soberania de Timor. Deve também desenvolver a cooperação em áreas chave para a melhoria das condições de vida das populações e para a sua formação. Deve ainda garantir toda a colaboração que seja útil para a realização das futuras eleições.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Participe
© 2019 Esquerda.Net
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.