Deslocalizações na Indústria criar PDF versão para impressão
08-Ago-2006

SOLIDARIEDADE GREVE EUROPEIA

De repente o céu cai-lhes em cima, é o sentimento mais comum das vítimas das deslocalizações. Mais frágeis e limitados no momento em que sentem o maior ataque às suas vidas: a expulsão do trabalho. E tantas vezes quase impotentes tal a força do outro lado, de quem decide.

Desta vez os trabalhadores da GM da Azambuja sentiram que não estavam sós, tiveram do seu lado os trabalhadores das outras empresas do grupo na Europa fazendo greve. A luta foi mais comum, a solidariedade bem concreta.

E depois das greves levadas a cabo pelos trabalhadores das várias fábricas da General Motors Europa, incluindo a de Saragoça, em solidariedade com os seus colegas portugueses, a administração do grupo mostrou-se disponível para negociar o futuro dos trabalhadores da Opel da Azambuja.

Na sequência deste anúncio, os membros do Fórum dos Trabalhadores Europeus (FTE) do grupo suspenderam as paralisações. Mais tarde a empresa voltou atrás, quer de novo encerrar a fábrica da Azambuja. A solidariedade manifestou-se de novo, os trabalhadores portugueses recusaram a decisão até que o Fórum dos Trabalhadores analise o estudo que afirma que a produção do automóvel Combo custa mais 500 euros na Azambuja.

A luta dos trabalhadores da GM Europa contra o encerramento de uma das fábricas não é só exemplo de solidariedade, é também sinal do futuro, dos caminhos que se abrem e são necessários à defesa do trabalho e dos direitos.

 
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