Marcha pelo Emprego criar PDF versão para impressão
08-Ago-2006

O DIA-A-DIA

Em cada dia, a Marcha realiza 12 a 15 km. Os marchantes fazem as refeições juntos (5 euros cada) e pernoitam em Pousadas da Juventude (gratuitas para marchantes deslocados). A seguir, um curto resumo (ainda muito incompleto) das actividades de cada dia.

Braga, 1 Setembro, 21:30h A Marcha assinala o seu início no centro de Braga, com um comício-festa na avenida central ao som dos Trovas ao Vento.

Guimarães, 2 Setembro O primeiro percurso a pé ligará Guimarães à localidade de Taipas. Aí haverá um almoço-convívio com a população, antes da caminhada até Campelos. Este percurso é uma visita à re alidade do têxtil, o mundo das deslocalizações e das falências fraudulentas, pontuado com intervenções teatrais de rua. À noite, em Guimarães, haverá uma sessão de apresentação das propostas do dia, no Centro Cultural Vila Flor.

Famalicão, 3 Setembro Com partida de Pevidém, concelho de Guimarães, a Marcha percorre o Vale do Ave, apre sentando alternativas para a requalificação de trabalhadores e a criação de emprego em zonas desfavorecidas. O almoço será um encontro com a população de Oliveira de Santa Maria, antes da chegada a Joane. Inspirada na Cow Parade, a Marcha será acompanhada de uma ‘parada das vacas magras'; a descobrir... À noite, a sessão pública será em Vila Nova de Famalicão.

Valongo-Maia, 4 Setembro Primeiro dia de semana em que a Marcha está na estrada. Partida de Valongo, com trabalhadores da Lear, a multinacional que ameaça abandonar o concelho. À chegada à Maia, o centro da cidade recebe um jogo de futebol muito especial: a equipa das empresas de trabalho temporário enfrenta a dos jovens precários. O resultado não pode ser bom... À noite, o anfiteatro do Fórum da Maia é o local do comício.

Matosinhos, 5 Setembro A Marcha ligará Perafita a Matosinhos, com passagem pelo Norte Shopping, uma concentração de trabalho precário e sem direi tos. Em Matosinhos, a jornada culmina num comício de rua no Jardim Basílio Teles.

Gaia-Porto, 6 Setembro A Marcha percorre os concelhos de Gaia e do Porto para abordar dois temas: junto à Soares da Costa, os números trágicos e as explicações para os recordes nacionais de acidentes de trabalho; junto ao Corte Inglés, as novas tendências do mercado de trabalho ocupam a passerelle. A Marcha segue até à Praça dos Poveiros, junto à Manpower, a mais antiga empresa de trabalho temporário (ETT) em Portugal, para apresentar alternativas de combate à precariedade e aos abusos, terminando em Santa Catarina. À noite, o comício no cinema Batalha terá teatro, música e poesia com Ana Deus, entre outros.

Ovar - S. João da Madeira, 7 Setembro Partindo de Esmoriz, a Marcha vai conhecer um exemplo positivo de emprego de pessoas com deficiência, que desenvolvem as suas capacidades numa empresa da freguesia de Maceda. Segue-se uma paragem na Yazaki Saltano, onde centenas de trabalhadores vivem sob a ameaça da deslocalização e despedimento. Ainda pela tarde, a Marcha visita o centro de Ovar, com encontro marcado no Jardim dos Caster. À noite, nos Paços da Cultura de S. João da Madeira, o sociólogo Elísio Estanque evocará as lutas operárias do calçado contra o fascismo, numa sessão política. Feira-Furadouro, 8 Setembro A Marcha percorre o centro de Santa Maria da Feira, com intervenção no Largo da Câmara, antes de chegar à Rohde, a maior multinacional do calçado em Portugal. Aqui, a Marcha contactará com as operárias da empresa, que é um mau exemplo em matéria de discriminação salarial das mulheres e de doenças profissionais evitáveis. Da Rohde, partida para Rio Meão, onde a Cifial, de Ludgero Marques, configura um caso de abuso ambiental que prejudica toda a comunidade. Da Cifial, caminhada até Lamas e visita à Cincork e o seu centro de for mação e investigação no sector corticeiro. A noite será de festa, na praia do Furadouro.

Espinho, 9 Setembro A Marcha percorre o litoral do distrito de Aveiro. Da Avenida da Barrinha à calçada de Espinho, a Marcha convidará a população a participar numa intervenção sobre precariedade laboral. À noite, em Espinho, a noite será de cinema ao ar livre, com a es treia nacional do filme italiano "O Evangelho Segundo Precário", de Stefano Obino, uma produção independente (legendado em português).

Viseu - Coimbra, 10 Setembro A Marcha apanha o autocarro! E assim junta interior e litoral num só dia. Em Viseu, no almoço-convívio junto à feira de São Mateus, as questões da interioridade são o tema das propostas da Marcha. Em Coimbra, já pela tarde, a Marcha percorre o Fórum, a ponte pedonal, o parque verde com muita música e animação. À noite, no Pátio da Inquisição, haverá teatro e concerto, acompanhados da projecção de fotos sobre a desertificação industrial do distrito. Nas intervenções políticas, os problemas da precariedade dos bolseiros e do desrespeito pelos direitos dos estudantes-trabalhadores.

Leiria - Marinha Grande, 11 Setembro A Marcha parte do centro de Lei ria, junto ao Tribunal de Trabalho, onde abordará o défice democrático nas empresas e os abusos patronais na região. No percurso, abordará as dificuldades do sector vidreiro. À noite, o comício (no Sport Operário Marinhense) lembra o levantamento operário anti-fascista de 18 de Janeiro de 1934 e assinala o centenário do nascimento de Emídio Santana, dirigente anarco-sindicalista. Intervirá Fernando Rosas.

Torres Novas - Entroncamento, 12 Setembro O troço ribatejano da Marcha pelo Emprego arranca em Torres Novas, sob o tema das alternativas de política fiscal para o emprego. A Marcha encontra-se com a CT da Rodoviária e visita o mercado que se realiza à terça-feira. A chegada ao Entroncamento dá lugar a um encontro de rua com trabalhadores da EMEF (manutenção de equipamento ferroviário) junto à estação da CP. À noite, em Santarém, a Marcha promove um comício no Teatro Sá da Bandeira, com música de Célia Barroca.

Abrantes, 13 Setembro À saída de Abrantes é apresenta do um projecto de lei de regulamentação do trabalho por turnos, numa iniciativa de rua na Praça Barão da Batalha. À chegada à Fundição Rossio de Abrantes, a Marcha regressa ao tema da for mação profissional, contactando com a experiência e as dificuldades de professores do concelho empenhados no combate à exclusão escolar. Depois, no Tramagal, contacto com trabalhadores à saída da fábrica da Mitsubishi. À noite, no jardim do Tramagal, de corre uma sessão pública de rua, animada pelo cantor Francisco Fanhais.

Vila Franca de Xira, 14 Setembro Ligando Vila Franca à Póvoa de Santa Iria, a Marcha levanta as questões das acessibilidades das pessoas com deficiência a serviços públicos essenciais, mostrando na prática como estes cidadãos são excluídos. À noite, comício na Póvoa de Santa Iria.

Loures, 15 Setembro Com uma intervenção de rua em Santa Iria da Azóia, a Marcha entra nas zonas densas dos arredores de Lisboa. Em Sacavém, visitará o museu da Cerâmica, contactando com as tradições operárias da zona. Na Portela serão abordadas as questões da exclusão social e da pobreza. Em Moscavide, ao fi m da tarde, haverá contacto com a população no jardim de Moscavide. À noite, o comício conta com a animação da Kumpania Algazarra.

Sintra - Oeiras, 16 Setembro A Marcha liga Mem Martins a Queluz e realiza à noite, em Oeiras, uma sessão pública.

Queluz - Lisboa, 17 Setembro O último dia da Marcha é o dia em que convergem os seus trajectos do Sul e do Norte, além da participação da marcha dos Imigrantes, que se juntam ao percurso na Amadora e cujos direitos serão o tema principal da caminhada. Às 13:30h, a Marcha do Sul e do Norte chegam ao jardim das Amoreiras para terminarem a Marcha pelo Em prego na Estufa Fria, no almoço de encerramento da iniciativa.

A MARCHA DO SUL
De Palmela parte, no dia 15, a Marcha que ligará o distrito de Setúbal a Lisboa. À chegada a Setúbal, terá lugar um jantar comício. No sábado, dia 16, o percurso ligará o Barreiro à Moita, passando pela Baixa da Banheira. Uma arruada pelas festas da Moita fechará o dia. No Domingo, último dia da Marcha, a marcha parte de Corroios, percorrendo a Cova da Piedade e Almada, para rumar de Cacilhas ao Cais do Sodré e daí chegar às Amoreiras, onde se juntará aos restantes participantes.

 

Outras iniciativasCine-diário.
No encontro que encerra cada jornada, é apresentado um pequeno filme 
de resumo das actividades da Marcha nesse dia.
Fixar a Marcha.Os participantes são convidados a participar no concurso de fotografia da Marcha pelo Emprego. Devem escolher as suas dez melhores, que serão exibidas no encerramento da Marcha, em Lisboa. As melhores serão publicadas no jornal Esquerda.Net.

A Marcha pelo Emprego pode ser seguida através da internet. Os temas, iniciativas, episódios e encontros dos marchantes de cada dia. Som, imagens e textos com toda a cor e energia de duas semanas de propostas no terreno.

 
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