Mortos mais iguais do que os outros criar PDF versão para impressão
17-Jul-2006

nuno_ramosalmeida.jpgNuma há muito preparada resposta a futuros raptos de soldados, ou outra coisa qualquer que permita fazer aquilo que está previamente planeado pelos altos mandos militares, Israel bombardeou bairros residenciais palestinianos, destruiu centrais energéticas, raptou parlamentares e governantes palestinos e matou tudo o que se encontrava perto.

Depois de mais um rapto também há muito tempo esperado, e como tal também com resposta previamente planeada,  Israel começou no final da semana a alastrar a sua estratégia, bombardeando o Líbano. Tudo isto, esperando pacientemente que os sírios raptem um soldado, para serem, por sua vez, bombardeados.  A contabilidade da morte, enquanto esperamos pela destruição de Damasco e talvez do Cairo (Bagdade tratam disso os norte-americanos), já está largamente favorável aos Israelitas: por cada israelita morto ou ferido, trinta árabes deixaram este mundo.
Embora alguns de nós estejamos convencidos que uma vida é uma vida, e que todas devem ser preservadas, e que não é igualmente legítimo o país que ocupa militarmente outro e aqueles que reivindicam o direito de ser independentes, não há nada melhor que o jornal Público para nos lembrar que os mortos não têm todos a mesma pele. Para que é que interessam os palestinianos queimados vivos, se temos um título como este: “Mísseis do Hezbollah matam civis na cidade mais tolerante de Israel”.
O José Manuel Fernandes já está em Israel, só falta mandar a Helena Matos para as imediações seguras do campo de batalha, para a invasão começar ao som das marchas triunfais. Os árabes que se cuidem: já estão no terreno as armas de destruição maciça... da verdade 
 
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