Somos quase os primeiros no desemprego! criar PDF versão para impressão
04-Nov-2007
Os trabalhadores Portugueses têm todos os motivos para estarem descontentes com política de emprego do nosso Governo.
Opinião do nosso leitor Daniel Bernardino

 

Falta muito pouco para sermos os primeiros no ranking dos Países Europeus da Zona Euro com a maior taxa de desemprego. Após ultrapassagem em Setembro da nossa vizinha Espanha, em Outubro a Alemanha,só nos falta pouco mais, são 0,3%, para chegar aos 8.6% da França, vamos em alta velocidade.

Os trabalhadores Portugueses têm todos os motivos para estarem descontentes com política de emprego do nosso Governo, porque tanto os empregados como os desempregados sentem cada vez mais as dificuldades. Os desempregados pela falta de luz ao fundo do túnel para conseguirem um emprego, os empregados porque apesar de terem emprego sentem que cada vez mais têm menor poder de compra, pois sobra-lhes mensalmente cada vez mais dias no final do dinheiro.

As melhorias que todos podem esperar são as que constam do orçamento de Estado com políticas de emprego desadequadas, com a preocupação da redução do défice, desadequadas porque não garantem que os empregos apareçam.

A precariedade crescente instalada no nosso País que não é reflectida nos números do desemprego é muito preocupante, existem nesta faixa trabalhadores pobres mas empregados, que não conseguem um emprego digno para terem estabilidade nas suas vidas, seja para um T2 ou para uma vida familiar com uma linha de esperança para um futuro melhor.

A sociedade está a tornar-se dependente dos números, das estatísticas, mas os números do desemprego, da pobreza estão a falar mais alto e são esses é fazem as pessoas viver.

A flexigurança vai mudar o quê para os desempregados, os pobres, os empregados ? Uma coisa vamos ver se não irá mudar, é o primeiro lugar do ranking dos Países da Zona Euro de desempregados.

Os Portugueses têm muitos motivos para estarem descontentes tal como demonstram as últimas sondagens ultimas tornadas públicas pela Marktest, em que se verifica a tendência de voto a mudar.

Daniel Bernardino

 
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