Intervenções de guerra com sabor a petróleo criar PDF versão para impressão
15-Nov-2007
O governo americano pode arrastar o Mundo ainda para maior tragédia, que representaria um final de mandato de Bush com uma desastrosa aventura no Irão.
Opinião do leitor José Lopes

A sede do domínio americano sob os campos petrolíferos do Iraque, rapidamente se tornou consensual como causa primeira para a guerra fratricida com sabor a petróleo, desencadeada por Bush com o desmistificado pretexto do perigo para o Mundo das armas de destruição maciça do regime de Saddam como razão fabricada para justificar a guerra. Razão que se foi adaptando e moldando aos interesses estratégicos dos EUA, que passou pelo desaparecimento físico do ditador iraquiano por enforcamento numa cena macabra mostrada ao Mundo.

Mas esta guerra, que se prolonga no tempo acabou por promover o vizinho Irão a emergir como o verdadeiro vencedor em termos geopolíticos, razões que colocam este país na "mira dos falcões". Agora, sem falsos argumentos, porque cada vez mais a acusação do fabrico de armas nucleares deixou de ter consistência, até na Casa Branca, como analisa o jornalista americano Seymour Hersh na revista "The New Yorker" segundo o texto "Plano de ataque" de Rui Borges no esquerda.net, o petróleo, mesmo em tempo da febre do biodiesel, torna-se descaradamente de novo razão para nova ameaça de guerra, com a finalidade da potência americana controlar reservas petrolíferas muito apetecidas do Golfo. Mesmo que tal ambição desmedida exija mais sacrifícios económicos, humanitários e ambientais aos povos, a exemplo do pântano em que se atolou a máquina de guerra dos EUA no Iraque.

Reagindo como uma fera encurralada o governo americano, que como afirma Pedro de Pezarat Correia, também num texto "O Irão na mira dos falcões" publicado no esquerda.net de um original no site Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial do Iraque, "têm dado provas de voluntarismo irresponsável envolvendo-se em empresas tragicamente falhadas" pode arrastar o Mundo ainda para maior tragédia, que representaria um final de mandato de Bush com uma desastrosa aventura no Irão.

14/11/07

José Lopes (Ovar)

 
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