Intermitentes repudiam lei do governo criar PDF versão para impressão
12-Nov-2007
Manifestação dos intermitentes. Clique para ampliar.Ao som dos Kumpanhia Algazarra e com o slogan "trabalho intermitente, cultura permanente" mais de uma centena de artistas, músicos, actores e técnicos manifestaram-se, no dia 12 de Novembro, em frente à Assembleia da República contra a aprovação de uma lei que "não se adequa à realidade, nem regula, nem salvaguarda os direitos dos profissionais do espectáculo e do audiovisual". No final, entregaram uma carta aos deputados do Partido Socialista, apelando para que "Parem, Escutem e Olhem".  


À inicativa juntaram-se também os comediantes do programa da Sic Radical "Vai tudo a Baixo", manifestando, de forma imaginativa, a sua solidariedade com os trabalhadores intermitentes, muitos deles seus colegas de profissão.

Os manifestantes consideram que a proposta de lei do governo, que é hoje votada na especialidade e cuja votação final será no dia 22 de Novembro, mantém a "injustiça face à segurança social" dado que estes trabalhadores descontam todos os meses, mesmo naqueles que que "não ganham nada". Os trabalhadores intermitentes entendem que o governo "deturpa o conceito de intermitência" e ainda por cima "precariza os colegas que têm contratos de trabalho".

Mariana Aiveca, deputada do Bloco de Esquerda, esteve presente na concentração e afirmou que a proposta de lei do Bloco de Esquerda pretende resolver a situação dos "falsos recibos verdes" e da "ausência de direitos sociais" a que estão sujeitos estes trabalhadores. Em relação ao protesto, declarou: "Este apelo tem que ter o sentido de mudar a posição do Partido Socialista e do governo".

No final, os trabalhadores intermitentes entregaram uma carta aos deputados do Partido Socialista:

PAREM, ESCUTEM E OLHEM

(não atropelem os intermitentes!)

O projecto de lei 132/X não serve, não se adequa à realidade, nem regula, nem salvaguarda os direitos dos profissionais do espectáculo e do audiovisual.

O conceito de intermitência é desvirtuado e utilizado para precarizar os profissionais que têm alguma protecção social. Esta proposta retira direitos adquiridos como a gestão colectiva dos direitos conexos.

Pedimos que PAREM e não avancem freneticamente para a aprovação desta lei.

ESCUTEM a nossa opinião e contributos, para que a lei nos contemple e proteja.

E OLHEM para a realidade dos intermitentes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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