Inadmissivel repressão sobre os trabalhadores da Valorsul criar PDF versão para impressão
19-Nov-2007
José CasimiroO comportamento do governo PS e da Administração da Valorsul, transformando um conflito laboral numa intervenção da polícia de choque e da GNR sobre os trabalhadores, é inadmissível.

É o comportamento de um governo que crescentemente tem recorrido ao medo e terrorismo social como modo de governação.

Os trabalhadores da Valorsul encontram-se em greve por tempo indeterminado, a propósito da negociação do Acordo Colectivo de Trabalho, por aumentos salariais, por uma organização do trabalho em turnos que defenda as condições de trabalho, de higiene e segurança, bem como de sã convivência familiar, ao se posicionarem contra a redução do intervalo de descanso entre turnos de 12 horas para 8 horas.

Os trabalhadores já na anterior greve, a interromperam para negociar com a administração e a única resposta que receberam foi a da intransigência e inflexibilidade, quando a empresa apresentou elevados lucros e aumentou os administradores em 25%.

Não restou outra alternativa aos trabalhadores senão voltar à luta. Como resposta o governo PS e a administração decretaram ilegalmente «serviços mínimos», substituíram os trabalhadores em greve e chamaram a polícia para vigiar a greve em permanência na Valorsul. A GNR e a Polícia de Choque reprimiram e "substituíram" o piquete de greve na abertura dos portões do aterro para os camiões despejarem o lixo.

É preciso pôr fim à pressão da CML/PS sobre a luta! Solidariedade é fundamental para se vencer !

É inadmissível que quase só camiões do lixo da CML, por orientação directa das chefias sobre os motoristas, estejam a pressionar a luta e a intervenção da polícia.

António Costa, presidente da CML, em conjunto com o vereador do pelouro da higiene urbana são os responsáveis por esta pressão directa sobre a luta, pela violação do direito de greve e pela repressão dos trabalhadores em greve, não esquecendo que a CML participa na gestão da Valorsul.

António Costa, Presidente, não deixou de vestir a pele de n.º 2 do governo PS que tem vindo a governar pelo medo e pelo terrorismo social e laboral a sociedade ou o comportamento em relação aos trabalhadores da Valorsul seria outro.

Como outro seria, se não assumisse o despedimento dos 127 trabalhadores avençados sem qualquer critério, em que muitos deles configuram um verdadeiro contrato de trabalho, ao arrepio do programa de saneamento financeiro e da recomendação da AML aprovada por unanimidade. António Costa continua a fugir ao fornecimento da lista, com a análise caso a caso dos trabalhadores despedidos, como justamente reclama o Bloco de Esquerda e o Vereador José Sá Fernandes. É igualmente urgente a integração no Quadro da CML de todos os trabalhadores avençados que configuram verdadeiros contratos de trabalho.

A luta dos trabalhadores da Valorsul precisa da solidariedade na luta dos trabalhadores das Câmaras Municipais, em particular dos camionistas, pelo que o STML e o STAL têm um importante contributo a dar para que a luta dos trabalhadores da Valorsul possa sair vitoriosa.

José Casimiro

 
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